Um passo técnico de grande importância para a operacionalização completa do novo Hospital de Emergências (HE) Oswaldo Cruz, em Macapá, foi dado esta semana. O Diário Oficial da última quinta-feira (17), publicou a Portaria Nº 1.227/SAGA do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), órgão do Comando da Aeronáutica, que torna público o Plano Básico de Zona de Proteção de Heliponto (PBZPH) para a estrutura que atenderá o novo hospital.
A publicação do PBZPH é um avanço crucial, pois este documento define as restrições ao uso do solo e do espaço aéreo no entorno do heliponto. O objetivo é garantir que construções, edificações ou quaisquer outras atividades nas proximidades não comprometam a segurança das operações de pouso e decolagem de helicópteros. O plano estabelece as Superfícies Limitadoras de Obstáculos (OLS), que delimitam o espaço aéreo que deve permanecer livre de interferências, sendo um requisito técnico fundamental para a aprovação e funcionamento seguro do heliponto.
Apesar de ser um detalhe técnico, a publicação do PBZPH é um indicativo concreto do avanço nas etapas necessárias para a plena funcionalidade do novo hospital. A garantia da segurança das operações aéreas no heliponto é essencial para o transporte rápido de pacientes em estado grave ou a chegada de equipes especializadas, contribuindo diretamente para a eficiência e capacidade de atendimento da unidade de saúde.
A fiscalização dessas áreas de proteção, conforme a legislação, é de competência das prefeituras locais, o que reforça a necessidade de atenção contínua ao cumprimento das restrições definidas.

O novo Hospital de Emergências é considerado a maior obra de saúde em execução no Amapá, representando um investimento de R$ 129 milhões, articulados pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, com contrapartida do Tesouro Estadual.
O projeto prevê mais de 15 mil m² de área para expansão de serviços, com capacidade inicial para 212 leitos, incluindo clínicos, intensivos, cuidados intermediários e uma Unidade de Tratamento de Queimados. A área onde o hospital está sendo construído, atrás do prédio atual do HE, foi cedida pelo Exército Brasileiro, também por articulação parlamentar.
