O Governo do Amapá apresentou o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas) durante a abertura oficial do estande do estado na COP30, em Belém, ocorrido nesta terça-feira (11).
O documento reúne diagnósticos, mapas produtivos, potenciais de mercado e estratégias para conectar a bioeconomia amapaense ao cenário internacional.
O plano abrange 11 cadeias produtivas, indo do artesanato e gastronomia regional à industrialização agrícola, desenvolvimento de fármacos e cosméticos e manejo de madeira certificada.

Segundo o governador Clécio Luís, o Peas organiza informações essenciais, destaca oportunidades e traça caminhos para que produtos e iniciativas locais ganhem valor agregado nos novos mercados. “Ele faz um diagnóstico e aponta caminhos em busca de novos mercados, o que representa um grande desafio para nós”, disse.
A proposta busca atrair investimentos, ampliar a economia verde e fortalecer iniciativas que já movimentam o estado.
A elaboração do Peas envolveu pesquisas, escuta comunitária e participação de especialistas, reunindo gestores estaduais, lideranças locais e representantes de comunidades.
O processo mapeou saberes tradicionais, potenciais produtivos e gargalos enfrentados por quem vive da sociobioeconomia, criando diretrizes para uso responsável da floresta, geração de renda e melhoria da qualidade de vida.

Localizado na Green Zone, o estande tem sido um dos espaços mais visitados do evento, exibindo a essência da Amazônia Negra, seus povos, culturas e potencial econômico.
O Amapá mostra ao mundo suas oportunidades em:
- bioeconomia
- energia renovável
- manejo florestal
- fármacos e cosméticos
- gastronomia e turismo
- inovação tecnológica
Além disso, o governo busca conectar investidores, pesquisadores e organizações interessadas em projetos sustentáveis.

Esta é a primeira COP realizada na Amazônia. O evento reúne lideranças globais para discutir soluções para a crise climática, e o Amapá chega com 73,5% do território protegido, um dos maiores índices do planeta.
A participação forte do estado sinaliza ao mundo que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.
A construção e apresentação do plano envolvem:
- Fapeap
- Fundação Marabaixo
- Iepa
- Setec
- Secult
- Sema
- Seplan
- Sepi
- Sejuv
- Seed
- Amapá Internacional
- Agência de Desenvolvimento Econômico
Juntos, esses órgãos articulam projetos, pesquisas e políticas públicas para impulsionar a sociobioeconomia e fortalecer o posicionamento do Amapá no cenário internacional.
