O Atlas Solar do Amapá foi apresentado pelo governador Clécio Luís, na COP30, como ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável e a diversificação da matriz energética. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (11), em Belém–PA.
O Atlas Solar, lançado pelo Governo do Amapá em 2024, reúne mapas georreferenciados com as áreas mais promissoras para geração solar. O material estima o potencial técnico e econômico, reforçado pela localização do estado na linha do Equador, que garante alta incidência solar ao longo do ano.
Clécio Luís destacou que o Amapá tem capacidade para gerar até 56 gigawatts (GW), número 50 vezes maior que a produção atual do estado, que gira em torno de 1 GW, considerando as cinco hidrelétricas em operação.

Durante o painel da Estratégia Amazônia 2050, Clécio ressaltou que dados e conhecimento são fundamentais para decisões responsáveis. “Os extremos são ruins. O caminho do meio é o conhecimento, que permite a melhor tomada de decisão”, afirmou o governador.
Ele reforçou que o Atlas Solar é exemplo concreto de uso de ciência aplicada para orientar investimentos e políticas públicas.
Por que o Atlas Solar virou referência nacional?
O documento foi reconhecido como Boa Prática Nacional pelo Congresso Brasileiro de Minas e Energia (CBME) 2025. Também passou a ser usado como referência pelo Instituto de Energia da PUC-Rio (IEPUC).
A ferramenta consolida o Amapá como protagonista em energia limpa — setor no qual o estado já se destaca com a produção excedente das hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Estratégia Amazônia 2050: qual o objetivo?
Lançada durante a COP30 pelo Consórcio da Amazônia Legal, a Estratégia 2050 cria uma rota comum de desenvolvimento sustentável para os nove estados da região, conectando:
- Economia
- Meio ambiente
- Inclusão social

Clécio defendeu soluções híbridas e decisões baseadas na realidade amazônica. “Essa estratégia é autoconhecimento e empoderamento de gestores, lideranças indígenas, quilombolas e comunitárias.”
O que é a Plataforma CAL2050?
Apresentada no evento, a plataforma reúne dados integrados dos nove estados da Amazônia Legal, permitindo monitorar avanços e apoiar decisões orientadas por evidências.
O lançamento ocorreu no Hub Amazônia, dentro da Blue Zone da COP30, com participação de todos os governadores da região.
Por que a COP30 é histórica para a Amazônia?
A COP30, realizada pela primeira vez na Amazônia, reúne lideranças globais entre 10 e 21 de novembro, em Belém. A forte presença do Amapá reforça o papel do estado na pauta ambiental mundial.
Com 73,5% do território sob proteção, o governo demonstra que é possível alinhar conservação, inovação e desenvolvimento social.
Quais órgãos do Amapá participam da COP30?
A ação integrada reúne:
- Fapeap
- Fundação Marabaixo
- Iepa
- Setec
- Secult
- Sema
- Seplan
- Sepi
- Sejuv
- Seed
- Amapá Internacional
- Agência Amapá
As instituições apresentam projetos, pesquisas e estratégias que fortalecem a presença do estado no debate climático.
