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Sexta-feira, 13 de Fevereiro 2026

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Furlan e o banho de marketing: reflexo de uma gestão que afunda Macapá

Enquanto prefeito Furlan se refresca em Mazagão Velho, moradores de Macapá protestam nas redes sociais contra desabastecimento de remédios em UBSs e pontes em colapso.

Furlan e o banho de marketing: reflexo de uma gestão que afunda Macapá
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Um banho refrescante do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, no Rio Mutuacá, durante o tradicional festejo de São Tiago em Mazagão Velho, gerou uma onda de críticas e indignação nas redes sociais, tanto entre moradores da vila quanto da capital.

E o banho de marketing acabou transformou-se em um tiro pela culatra para a imagem do gestor, em meio a problemas persistentes na saúde e infraestrutura de Macapá.

Moradores de Mazagão Velho não pouparam críticas, relembrando que, em sua passagem como deputado estadual e líder do governo Waldez Góes, Furlan teria feito pouco pelo município de Mazagão ou pelo distrito que sedia a festa. A insatisfação local indica que a simples presença em eventos, muitas vezes vista como estratégia política, não é suficiente para apagar o histórico de atuação.

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A indignação foi ainda maior entre os moradores de Macapá. Enquanto o prefeito era visto em um "banho de marketing" em outra cidade, a capital enfrenta uma situação precária em suas pontes e um grave desabastecimento de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), um problema que o próprio Ministério Público (MP-AP) tem cobrado insistentemente.

Para os macapaenses, o contraste é gritante. A luta diária dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir medicamentos básicos e acesso a farmacêuticos nas UBSs está longe de um fim. Após inúmeras denúncias e uma insistência que atravessa gestões, o Ministério Público do Amapá cobrou novamente explicações da Prefeitura de Macapá sobre o desabastecimento crônico de medicamentos e a falta de profissionais.

Desde o início da gestão do prefeito Antônio Furlan, a resolutividade no abastecimento de medicamentos e a lotação de farmacêuticos em todas as farmácias das UBSs são pautas recorrentes do MP-AP.

Os promotores de Defesa da Saúde, Fábia Nilci e Wueber Penafort, que se reuniram no início deste mês com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), do Conselho Estadual de Saúde (CES) e do Ministério da Saúde (MS), destacaram o histórico de mais de quatro anos de tentativas do órgão para minimizar esses problemas.

No entanto, a gestão pública, segundo o MP-AP, insiste em ignorar os pedidos, prejudicando diretamente a população. A coordenadora da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), Nathália Piedade, apontou a sobrecarga no atendimento de pacientes das ilhas do Pará e problemas com fornecedores – que não cumprem prazos – como fatores principais para o caos. A subsecretária da Semsa, Alessandra Coelho, admitiu estar ciente dos problemas, mas as soluções efetivas ainda não apareceram.

Um exemplo dramático é o do medicamento Losartana, vital para o controle da hipertensão. Nathália explicou que a necessidade de Macapá é de aproximadamente 500 mil comprimidos, mas na última remessa, a cidade recebeu apenas 70 mil.

A promotora Fábia Nilci ressaltou que, apesar das diversas reuniões e audiências, a situação persiste. "É preciso planejamento baseado na demanda e cumprimento de acordos por parte dos fornecedores. Iremos reunir com a Procuradoria do Município para tentarmos, novamente, resolver estas questões", argumentou Nilci, indicando que o MP-AP não desistirá de cobrar as soluções necessárias para a saúde da população. A falta de resolutividade, após anos de cobranças, expõe uma grave falha na gestão da saúde pública municipal.

De Bubuia

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