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Quarta-feira, 18 de Fevereiro 2026

Notícias/Geral

Contrato para festa supera orçamento de 12 secretarias da Prefeitura de Macapá

A licitação de R$ 59.190.090,00 para estrutura de shows é mais alta que o orçamento de doze secretarias importantes e da Câmara de Vereadores, evidenciando qual é a prioridade da gestão do prefeito Furlan.

Contrato para festa supera orçamento de 12 secretarias da Prefeitura de Macapá
Macapá merece palco, cultura, festa. Mas não às custas do básico, como a limpeza urbana
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No último dia 11 de julho, Furlan homologou uma licitação de quase R$ 60 milhões - precisamente R$ 59.190.090,00 - para bancar estrutura de eventos: palcos, som, iluminação, trio elétrico, banheiros químicos e toda a parafernália que transforma festas em grandes espetáculos. Só que, nesse jogo de luzes, há algo que fica sombrio: esse único contrato custa mais do que o orçamento inteiro de várias áreas fundamentais da prefeitura.

Enquanto faltam remédios nas unidades básicas de saúde e o lixo se amontoa nas ruas de Macapá, a gestão do prefeito Antônio Furlan parece ter encontrado sua prioridade: o entretenimento. E a conta é alta. Altíssima.

Shows milionários, serviços essenciais esquecidos

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Se compararmos com a Lei Orçamentária Anual (LOA 2025) de Macapá, fica evidente a inversão de prioridades. O valor para festas é maior do que todo o dinheiro reservado para áreas como Assistência Social (R$ 49 milhões), Gestão Ambiental (R$ 19,1 milhões), Agricultura (R$ 4,7 milhões), Direito à Cidadania (R$ 2,7 milhões), Trabalho (R$ 1,5 milhão) e, pasme, Habitação, que tem a esmola de R$ 100 mil no orçamento.

A própria Câmara de Vereadores, poder fiscalizador da cidade, tem previsão de R$ 49,1 milhões - quase R$ 10 milhões a menos do que essa única licitação para entretenimento. Isso significa que, na prática, Furlan vai gastar mais com luzes e caixas de som do que com todo o parlamento municipal.

Enquanto isso, Macapá sofre

A cidade coleciona problemas que não cabem num roteiro de festa. Remédios faltam nas UBSs. O lixo se espalha pelos bairros, formando montanhas que fedem mais do que trio elétrico em carnaval. Macapá amarga posições vergonhosas em rankings de qualidade de vida, saúde e saneamento. E, apesar da propaganda, Antônio Furlan não ergueu sequer uma casa popular em quase cinco anos de gestão.

Há quem enxergue nessa gastança com eventos uma estratégia: criar cortinas de fumaça, luzes ofuscantes que distraiam o povo dos problemas reais. É o governo do espetáculo. Mas, enquanto o som ecoa nos palcos, a cidade grita silenciosa por cuidados básicos.

A cidade do faz de conta

Macapá merece palco, cultura, festa. Mas não às custas do básico. Não enquanto crianças dormem em casas sem nenhuma estrutura, pessoas adoecem sem remédio e ruas viram depósito de lixo. O brilho dos refletores não pode esconder o abandono.

Porque, no fim, show nenhum salva uma cidade do colapso. E Macapá, se continuar nesse ritmo, corre o risco de virar apenas cenário de festa — e nada mais.

De Bubuia

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