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Segunda-feira, 16 de Março 2026

Notícias/Educação

Criança autista é encontrada dormindo no chão do refeitório escolar

O caso ocorreu na escola Meu Pé de Laranja Lima, em Macapá, no mesmo dia em que uma mãe denunciou falta de remédio para autistas nas UBS.

Criança autista é encontrada dormindo no chão do refeitório escolar
Adriana ficou revoltada ao ver a foto da filha dormindo no chão da escola.
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Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi encontrada dormindo no chão do refeitorio da Escola Municipal de Ensino Infantil Meu Pé de Laranja Lima, em Macapá. A cena, ocorrida nesta sexta-feira (13), foi registrada pelo próprio pai ao chegar para buscá-la após um evento escolar.

A menina é autista, nível de suporte 2 e não verbal. A família afirma que só tomou conhecimento da situação porque o pai a encontrou no local.

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Pai procurava a filha quando encontrou a cena

Segundo relato da mãe, Adriana Clissia, o pai, ao procurar a filha, foi informado de que a criança estaria na sala do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Ao não encontrá-la, continuou procurando.

Pouco adiante, viu a filha deitada no chão de um salão utilizado para atividades coletivas.

“E se ela já tivesse acordado? A gente iria saber que ela tinha dormido no chão? Não iria.”

A mãe afirma que a filha nunca dormiu no chão em casa e questiona o cuidado oferecido na escola.

Indignação tomou as redes sociais

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Após a publicação, dezenas de pessoas manifestaram revolta e solidariedade.

Entre os comentários:

🗨️ “Isso é inadmissível… como milhares de outras crianças.”
🗨️ “Meu Deus, isso é inaceitável.”
🗨️ “É revoltante e dói na alma.”
🗨️ “A falta de recursos e estrutura nas escolas é absurda.”
🗨️ “Queremos um posicionamento.”

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Pais de alunos da mesma turma afirmaram preocupação com a segurança das crianças.

Relatos apontam problemas estruturais

Ex-integrantes da escola e familiares relataram nas redes sociais falta de recursos, materiais e estrutura adequada para o atendimento dos alunos.

Outros pais disseram estar assustados com o ocorrido, especialmente por ter acontecido durante o período de adaptação escolar.

Mesmo dia teve denúncia por falta de remédio

O caso ocorreu no mesmo dia em que outra mãe denunciou a falta de risperidona nas Unidades Básicas de Saúde da capital.

O medicamento é utilizado no controle de crises comportamentais em parte das pessoas com TEA.

Após a denúncia, a mãe que cobrou providências foi atacada nas redes sociais. Posteriormente, a Prefeitura confirmou o desabastecimento e atribuiu a falta a problemas com fornecedores.

Famílias relatam sensação de abandono

Os episódios reforçaram o sentimento de desassistência relatado por famílias de crianças autistas.

Sem medicação e diante de falhas no cuidado educacional, pais relatam aumento da insegurança e dificuldades na rotina escolar.

Cobrança por prioridade na causa autista

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O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e a primeira-dama Rayssa Furlan são pais de uma criança com TEA e frequentemente destacam, em agendas e campanhas institucionais, a importância da inclusão e do cuidado com a causa autista. Ainda assim, famílias relatam falta de medicamentos essenciais e falhas no cuidado escolar, o que expõe uma distância incômoda entre o discurso oficial e a realidade enfrentada por quem depende da rede pública.

O que as famílias pedem

📌 Protocolos de cuidado e supervisão nas escolas
📌 Estrutura adequada para inclusão
📌 Capacitação das equipes escolares
📌 Garantia de medicamentos essenciais
📌 Respeito e escuta às famílias

A reportagem segue aberta para posicionamento da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura de Macapá.

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