Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi encontrada dormindo no chão do refeitorio da Escola Municipal de Ensino Infantil Meu Pé de Laranja Lima, em Macapá. A cena, ocorrida nesta sexta-feira (13), foi registrada pelo próprio pai ao chegar para buscá-la após um evento escolar.
A menina é autista, nível de suporte 2 e não verbal. A família afirma que só tomou conhecimento da situação porque o pai a encontrou no local.
Segundo relato da mãe, Adriana Clissia, o pai, ao procurar a filha, foi informado de que a criança estaria na sala do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Ao não encontrá-la, continuou procurando.
Pouco adiante, viu a filha deitada no chão de um salão utilizado para atividades coletivas.
“E se ela já tivesse acordado? A gente iria saber que ela tinha dormido no chão? Não iria.”
A mãe afirma que a filha nunca dormiu no chão em casa e questiona o cuidado oferecido na escola.
Indignação tomou as redes sociais
Após a publicação, dezenas de pessoas manifestaram revolta e solidariedade.
Entre os comentários:
🗨️ “Isso é inadmissível… como milhares de outras crianças.” 🗨️ “Meu Deus, isso é inaceitável.” 🗨️ “É revoltante e dói na alma.” 🗨️ “A falta de recursos e estrutura nas escolas é absurda.” 🗨️ “Queremos um posicionamento.”
Pais de alunos da mesma turma afirmaram preocupação com a segurança das crianças.
Relatos apontam problemas estruturais
Ex-integrantes da escola e familiares relataram nas redes sociais falta de recursos, materiais e estrutura adequada para o atendimento dos alunos.
Outros pais disseram estar assustados com o ocorrido, especialmente por ter acontecido durante o período de adaptação escolar.
Mesmo dia teve denúncia por falta de remédio
O caso ocorreu no mesmo dia em que outra mãe denunciou a falta de risperidona nas Unidades Básicas de Saúde da capital.
O medicamento é utilizado no controle de crises comportamentais em parte das pessoas com TEA.
Os episódios reforçaram o sentimento de desassistência relatado por famílias de crianças autistas.
Sem medicação e diante de falhas no cuidado educacional, pais relatam aumento da insegurança e dificuldades na rotina escolar.
Cobrança por prioridade na causa autista
O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e a primeira-dama Rayssa Furlan são pais de uma criança com TEA e frequentemente destacam, em agendas e campanhas institucionais, a importância da inclusão e do cuidado com a causa autista. Ainda assim, famílias relatam falta de medicamentos essenciais e falhas no cuidado escolar, o que expõe uma distância incômoda entre o discurso oficial e a realidade enfrentada por quem depende da rede pública.
O que as famílias pedem
📌 Protocolos de cuidado e supervisão nas escolas 📌 Estrutura adequada para inclusão 📌 Capacitação das equipes escolares 📌 Garantia de medicamentos essenciais 📌 Respeito e escuta às famílias
A reportagem segue aberta para posicionamento da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura de Macapá.
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