O domingo em Laranjal do Jari amanheceu triste. Por volta das 14h, o corpo do policial civil Mayson Viana de Freitas, de 38 anos, foi sepultado sob aplausos e lágrimas. Sobre o carro do Corpo de Bombeiros, cercado por familiares e amigos, ele percorreu ruas e avenidas da cidade onde viveu e serviu.
No trajeto, o cortejo fez uma parada diante da Delegacia de Polícia, o lugar de sua última missão, onde o destino interrompeu a rotina e a vida. Policiais de farda e de alma puderam dar o último adeus, enquanto o carro avançava.
No cemitério, o ambiente era um só: emoção e dor. Colegas da Polícia Civil e da Polícia Militar estavam lado a lado, abraçados em uma despedida que misturava dever e humanidade. Amigos de infância, pais, filhos, vizinhos e todos se encontraram na mesma saudade que já começa a nascer.
Mayson partiu cedo demais, deixando uma esposa grávida de cinco meses, que agora carrega não apenas a vida que se forma, mas também o peso da ausência. Ela mesma quis que o marido fosse sepultado com o véu do casamento, comprado pela internet e entregue na última quinta-feira, junto com brindes e objetos de decoração da cerimônia que aconteceria no próximo mês. O futuro, que seria de festa, virou silêncio.
Não houve discursos longos. A despedida foi feita de olhares, de lágrimas, do som das sirenes que ecoaram baixas. Um silêncio profundo tomou conta do ar quando o caixão desceu à terra.
Era o fim do cortejo, mas também o início de uma lembrança que ficará para sempre gravada nas ruas de Laranjal e no coração da corporação. Mayson partiu, mas sua história não.
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