Um funcionário de 24 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (12) suspeito de desviar dinheiro da loja onde trabalhava, localizada no Centro Comercial de Macapá. O homem atuava como caixa e foi descoberto após usar uma máquina de cartão particular dentro do estabelecimento.
De acordo com o delegado Francisco Assis, da 6ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, o suspeito teria criado um esquema para se aproveitar da função e manipular os registros de pagamento no caixa.
Segundo o delegado, quando clientes pagavam em dinheiro, o funcionário registrava a compra no sistema como se fosse pagamento no débito. Em seguida, quando algum cliente realmente pagava no cartão, ele não registrava a venda no sistema, compensando o valor que havia ficado com o dinheiro anteriormente.
“Ele começou a realizar furtos aproveitando-se da confiança que tinha no trabalho. Quando o cliente pagava em dinheiro, ele registrava como débito. Depois, quando alguém pagava no débito de verdade, ele não lançava a venda e ficava com o valor”, explicou o delegado.
A polícia informou ainda que, em algumas situações, o funcionário simplesmente recebia o pagamento em dinheiro e não registrava a venda no sistema da loja.
Máquina de cartão particular revelou o esquema
O esquema foi descoberto quando o suspeito decidiu levar uma máquina de cartão própria para o trabalho. Durante o expediente, o dono da loja percebeu que um produto havia sido passado em um equipamento que não pertencia ao estabelecimento.
“Hoje ele resolveu levar uma máquina particular e foi nesse momento que o proprietário percebeu que o produto havia sido passado em uma máquina que não era da loja”, relatou Francisco Assis.
Após identificar a irregularidade, o dono do estabelecimento acionou a Polícia Civil, que foi até o local e realizou a prisão em flagrante.
Polícia investiga quanto foi desviado
Segundo a polícia, o suspeito deve responder pelo crime de abuso de confiança. A delegacia também abriu uma investigação para descobrir quanto dinheiro foi desviado e desde quando o esquema vinha sendo praticado.
O funcionário permanece à disposição da Justiça e aguarda decisão sobre manter a prisão ou responder ao processo em liberdade.

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