Os terceirizados de Macapá, incluindo os garis, coveiros, os trabalhadores da limpeza urbana - conhecidos como “Verdinhos” - e os serviços gerais da Semed, enfrentam novamente atraso salarial às vésperas do Natal.
A gestão Furlan repete um padrão conhecido desde o início do mandato: pagamentos que travam e só andam quando a Justiça intervém.
Em 2023, às vésperas do Natal, a juíza Liège Cristina Gomes, da 1ª Vara Cível da Fazenda Pública, precisou determinar - sob pena de bloqueio das contas da prefeitura - que o município quitasse dois meses atrasados após seis meses de inadimplência.
Agora, 2025 se encaminha para o mesmo roteiro.
A verdade, segundo os trabalhadores, é que o drama nunca cessou. Durante todo o ano, os terceirizados viveram num ciclo de atrasos porque a gestão do prefeito Antônio Furlan nunca manteve os repasses em dia: sempre um salário entrando, outro ficando para trás, ou algum benefício deixando de ser pago.
“A diferença é que agora estamos às vésperas do Natal, quando qualquer família precisa de dinheiro para comida, remédios, compras e presentes”, disse um funcionário que teme passar o fim do ano sem receber.
Por que a situação preocupa a categoria neste fim de ano?
Faltam três semanas para o Natal, justamente o período em que o histórico mostra que a prefeitura costuma travar repasses.
Com despesas maiores e o silêncio da gestão Furlan, o medo é que o pagamento só aconteça se a Justiça for acionada mais uma vez, como ocorreu em 2023.
A empresa diz o quê?
Fontes ligadas à L Corrêa Serviços, empresa responsável pelos trabalhadores, afirmam que a prestadora ainda espera o repasse da Prefeitura de Macapá para conseguir pagar os salários em atraso.
Há funcionários sem salário, sem férias pagas e com dificuldade para comprar comida e remédios. Famílias relatam crianças doentes e contas acumuladas, o mesmo cenário que já motivou decisões judiciais nos anos anteriores.
O problema é antigo? Veja o histórico na gestão Furlan
A repetição virou marca registrada do governo:
- 2023:A juíza Liège Cristina Gomes obrigou a prefeitura a pagar dois meses em 48 horas.
- 2024:O pagamento só saiu após forte pressão nas redes sociais.
- 2021–2022:Atrasos menores e constantes, sempre se agravando no fim do ano.
O comportamento é o mesmo: pagamento empacado, funcionários desesperados, Justiça intervém, prefeitura paga.
Como o atraso impacta as famílias?
Os trabalhadores relatam que a falta de pagamento já afeta diretamente a sobrevivência das famílias: falta dinheiro para comprar alimentos e remédios, contas se acumulam, há funcionários que não receberam férias e pais que veem seus filhos adoecerem sem conseguir comprar medicação.
Muitos afirmam que não conseguem mais negociar com crediários e mercados do bairro, e que não existe qualquer retorno da prefeitura sobre quando o repasse será normalizado.
O temor é unânime: chegar ao Natal sem dinheiro nenhum, repetindo o drama dos anos anteriores.
Posicionamento da Prefeitura de Macapá
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Macapá, comandada pelo prefeito Antônio Furlan, ainda não se manifestou sobre os atrasos e não informou quando o repasse será regularizado.
