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Terça-feira, 10 de Março 2026

Notícias/Justiça

Golpe no Bailique: ribeirinhos compram colchões e recebem isopor

Ribeirinhos compraram colchões “terapêuticos” por até R$ 5,4 mil, mas receberam produtos de isopor no Amapá.

Golpe no Bailique: ribeirinhos compram colchões e recebem isopor
Atendimento da Defensoria Pública durante jornada fluvial no Distrito do Bailique, no Amapá. Foto: Defensap
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Moradores do Distrito do Bailique, no Amapá, foram vítimas de um golpe após comprarem colchões anunciados como terapêuticos e magnéticos, mas receberem produtos feitos de isopor e material de baixa qualidade.

O caso resultou em uma Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP) e pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP).

As denúncias vieram à tona durante a 151ª Jornada Itinerante Fluvial, realizada entre 1º e 5 de dezembro.

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Colchões prometidos não correspondiam ao produto entregue

Segundo os relatos, representantes comerciais estiveram no Bailique em junho de 2024 oferecendo colchões apresentados como ortopédicos e magnéticos.

Os vendedores prometiam benefícios como melhora da circulação, alívio de dores e outros efeitos terapêuticos. Meses depois, quando os produtos foram entregues, os moradores perceberam que os colchões não tinham nenhuma semelhança com o que foi vendido, sendo feitos de isopor e materiais simples.

Valores cobrados e forma de pagamento

💰 Valor do colchão: R$ 5.445
📄 Parcelamento: 15 vezes de R$ 363
📍 Entrada: sem pagamento imediato

A facilidade no pagamento levou diversos moradores a aceitarem a oferta, acreditando se tratar de um produto de qualidade.

Cobranças abusivas após o golpe

Após a constatação do problema, parte dos moradores interrompeu os pagamentos. Mesmo assim, a empresa passou a realizar cobranças extrajudiciais, exigindo valores acima do previsto em contrato.

Também foram relatadas ameaças de penhora, o que causou medo e insegurança nas comunidades ribeirinhas.

Atuação da Defensoria e do Ministério Público

Durante a Jornada Itinerante Fluvial, a Defensoria Pública coletou os depoimentos nas comunidades:

📍 Vila Progresso
📍 Limão do Curuá
📍 Itamatatuba
📍 Ipixuna Miranda

A defensora pública Silvia Pittigliani informou que ao menos 20 moradores confirmaram ter sido vítimas do golpe, número que pode ser maior.

Decisão judicial suspende cobranças

Com base nas denúncias, DPE-AP e MP-AP ingressaram com Ação Civil Pública. A juíza Ana Rodrigues concedeu liminar, determinando:

  • ❌ Suspensão imediata das cobranças
  • ❌ Anulação dos contratos firmados
  • ⚖️ Reconhecimento das práticas abusivas

O que a ação pede à Justiça

Além da liminar, a ação solicita:

💰 Devolução dos valores pagos
⚖️ Condenação por danos morais coletivos
🚫 Medidas para impedir novos golpes em comunidades ribeirinhas

Onde buscar orientação

Moradores que se sintam lesados podem procurar:

📍 Defensoria Pública do Estado do Amapá
📍 Ministério Público do Amapá
🚓 Delegacia para registro de ocorrência

De Bubuia

Publicado por:

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