O Ibama aprovou a Avaliação Pré-Operacional (APO) da Petrobras no Amapá, passo essencial para o licenciamento do bloco FZA-M-59. A decisão abre caminho para a fase exploratória de petróleo na Margem Equatorial.
O que significa a aprovação da APO da Petrobras no Amapá?
A Avaliação Pré-Operacional é um simulado de resposta a emergências ambientais, realizado em agosto. O parecer favorável do Ibama, com pedido de dois ajustes, publicado na quarta-feira (24), reconhece a robustez da estrutura apresentada pela Petrobras e marca a etapa final do processo de licenciamento ambiental.
Impactos econômicos para o Amapá
A aprovação da APO representa oportunidades importantes para a economia amapaense. Entre os principais impactos previstos estão a geração de empregos diretos e indiretos já na fase exploratória, o fortalecimento da cadeia produtiva de petróleo e gás, a atração de novas indústrias e prestadores de serviços, além do aumento da arrecadação municipal e estadual.
Cidades como Macapá, Santana e, principalmente Oiapoque, devem se tornar polos logísticos, impulsionando setores como construção civil, hotelaria, comércio e alimentação. Pequenos empreendedores também poderão ser beneficiados com a demanda crescente por produtos e serviços.
O que disse o governador Clécio Luís sobre a decisão?

Para o governador Clécio Luís, essa etapa inicial é estratégica porque prepara o estado para uma nova frente de desenvolvimento econômico. Ele destacou que, após os ajustes solicitados pelo Ibama e a emissão da licença, terá início a fase exploratória:
“Assim que o Ibama liberar a licença, a Petrobras poderá iniciar a fase de pesquisa, que deve durar cerca de seis meses. Ainda não é produção, mas um estudo para identificar tipo, quantidade e condições do petróleo. Essa etapa prepara o caminho para atrair indústrias, gerar empregos e fortalecer a economia do nosso estado”, afirmou Clécio Luís.
Qual a importância da decisão do Ibama para o Amapá?
Com a aprovação, o Amapá passa a integrar o mapa estratégico da Margem Equatorial, região considerada uma das últimas grandes fronteiras exploratórias do país. A exploração pode atrair investimentos bilionários, novas indústrias e geração de renda, consolidando o estado como um polo energético e estratégico para o Brasil.
Quais ajustes ainda serão feitos pela Petrobras no Amapá?
O Ibama solicitou à companhia ajustes no plano de proteção à fauna, reforçando medidas de preservação ambiental. A Petrobras deve reapresentar o documento até sexta-feira (26). Após essa etapa, será autorizada a licença de operação.
Como a Petrobras vê a Margem Equatorial e o futuro energético?
A estatal reafirma compromisso com o Amapá e com a Margem Equatorial, destacando que o desenvolvimento da região é fundamental para a segurança energética do Brasil e para a construção de uma transição energética justa, conciliando exploração de recursos e sustentabilidade.
