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Quarta-feira, 11 de Março 2026

Notícias/Geral

Irregularidades no Habitacional Janary Nunes levam Justiça a suspender edital

A decisão é do juiz Paulo Madeira, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá, em ação movida pela Defensoria Pública do Estado do Amapá.

Irregularidades no Habitacional Janary Nunes levam Justiça a suspender edital
Prefeito Furlan entra em seu sexto ano de gestão sem entregar nenhuma casa popular
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Uma decisão judicial assinada em 12 de janeiro de 2026, no Processo nº 6103328-06.2025.8.03.0001, suspendeu imediatamente o Edital nº 001/2025-SH/SEMHOU/PMM e todos os atos de seleção e entrega das unidades do Residencial Janary Nunes I e II. A medida, porém, só veio a público agora.

LEIA A DECISÃO AQUI

Durante todo esse período, não houve divulgação oficial da decisão pelo Município de Macapá. O caso permaneceu sob silêncio institucional, enquanto as famílias selecionadas na última fase acreditavam que tudo transcorria normalmente.

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A decisão é do juiz Paulo Cesar do Vale Madeira, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá, em ação movida pela Defensoria Pública do Estado do Amapá (DPE-AP) que detectou supostas irregularidades no processo de atualização cadastral e seleção de beneficiários.

Audiência termina sem acordo e Município recorre

Após a suspensão do edital, foi realizada audiência de conciliação no dia 23 de fevereiro de 2026, às 9h, na 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá.

LEIA A AUDIÊNCIA REALIZADA NO DIA 23/02/2026

Em decisão assinada em 24 de fevereiro de 2026, o juiz registrou que não houve acordo entre as partes e que o Município informou a interposição de agravo contra a decisão que suspendeu o edital.

O magistrado determinou que se aguarde, por 10 dias, eventual concessão de efeito suspensivo ao recurso.

Caso o Tribunal não conceda o efeito suspensivo, o processo retornará concluso para análise sobre a aplicação da multa diária anteriormente fixada, no valor de R$ 10 mil, limitada a R$ 500 mil.

O que determina a decisão

No documento, o magistrado suspende:

  • os efeitos do Edital nº 001/2025-SH/SEMHOU/PMM
  • o cronograma de seleção
  • atos de classificação
  • eventual imissão de posse das unidades

A ordem judicial determina que o Município reabra prazo com garantia de atendimento presencial aos inscritos, diante da alegação de que o procedimento exclusivamente digital teria dificultado o acesso de parte das famílias cadastradas desde 2019.

Também foi fixada multa diária (astreintes) de R$ 10 mil, limitada a R$ 500 mil, em caso de descumprimento da ordem de suspensão ou prática de atos de entrega das unidades.

O juiz ainda determinou a realização de audiência de conciliação envolvendo Defensoria Pública, Ministério Público e Secretaria Municipal de Habitação (Semhou).

O ponto central da ação

A Defensoria apontou que:

  • o prazo para atualização cadastral foi considerado exíguo
  • o procedimento ocorreu exclusivamente de forma digital
  • houve exclusão massiva de inscritos
  • não houve estrutura presencial suficiente para absorver a demanda

Linha do tempo da crise do Janary Nunes

A decisão judicial não surge isolada. Ela ocorre após uma sequência de episódios registrados nos últimos meses.

Outubro de 2025 – Problemas técnicos e exclusões

Novembro de 2025 – Lista, protestos e filas

Janeiro de 2026 – MP pressiona e Justiça suspende

Uma gestão sem política habitacional

O caso Janary Nunes explode no colo de uma gestão que já carrega um problema objetivo: seis anos de Prefeitura e nenhuma entrega efetiva de casa popular atribuída à gestão atual, apesar de o município ter herdado o pacote de unidades e ter atravessado sucessivas “etapas” sem chegar na chave.

O resultado prático é que a Prefeitura entrou em 2026 tentando finalizar seleção e entrega sob pressão institucional, com prazos, cobranças e retrabalho. E, agora, com a Justiça determinando freio de mão.

Se o prefeito Furlan decidir disputar o Governo terá que renunciar até abri.  Na política real, isso transforma o Janary Nunes numa espécie de “relógio de parede”: todo mundo ouve o tic-tac, mas quem mora na fila é quem sente o peso.

O que pode acontecer agora

Com a decisão judicial:

  1. O edital permanece suspenso.
  2. A Prefeitura deve reabrir prazo com atendimento presencial.
  3. Pode haver audiência de conciliação.
  4. O descumprimento gera multa diária de R$ 10 mil.

O processo segue em andamento na 2ª Vara de Fazenda Pública.

A respeito deste assunto Leia nota a Nota de Esclarecimento da Prefeitura de Macapá

A Prefeitura de Macapá tomou conhecimento da decisão judicial, em ação movida pela Defensoria Pública do Estado, que determina a suspensão temporária do processo de seleção e entrega das unidades habitacionais do Residencial Janary Nunes I e II.

A decisão é referente ao Processo n° 6103328-06.2025.8.03.0001 e suspende os efeitos do Edital n° 001/2025-SH/SEMHOU/PMM, que trata da seleção e classificação das famílias classificadas.

O processo de seleção dos beneficiários foi realizado rigorosamente com critérios técnicos e seguindo as regras do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.

Antes da publicação do edital, todas as etapas foram apresentadas aos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Amapá, a Defensoria Pública da União e Defensoria Pública do Estado, que tiveram acesso às informações e procedimentos adotados.

A gestão municipal reitera seu respeito às decisões do Poder Judiciário, informa que cumprirá a determinação e apresentará os esclarecimentos necessários para demonstrar a regularidade e lisura do processo, seguindo o acompanhamento do caso e mantendo a população informada sobre os próximos passos.

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