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Terça-feira, 10 de Março 2026

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Justiça do Amapá mantém prisão de PM flagrado em assalto na zona rural de Macapá

Juiz nega liberdade a policial militar de 23 anos, preso em flagrante em Macapá; decisão pesa mesmo com argumento da defesa de que ele será pai em dois meses.

Justiça do Amapá mantém prisão de PM flagrado em assalto na zona rural de Macapá
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A Justiça do Amapá decidiu manter preso o soldado da Polícia Militar Gilvan Endryl Seixas Barros, de 23 anos, acusado de participar de um assalto a um mercantil no Distrito de Abacate da Pedreira, zona rural de Macapá. A audiência de custódia, realizada no sábado (13), rejeitou o pedido da defesa para que o policial respondesse em liberdade, mesmo com o argumento de que ele será pai em dois meses e teria condições de cumprir medidas cautelares.

O crime que não compensou

Na noite de sexta-feira (12), o militar foi flagrado junto com um comparsa após roubar do estabelecimento apenas R$ 39 em dinheiro, uma caixa de chocolate, biscoitos e outros produtos de baixo valor. O contraste entre o rendimento ínfimo do crime e a gravidade da conduta pesou na decisão judicial.

Decisão judicial

O juiz destacou que o assalto foi cometido com emprego de arma de fogo, concurso de agentes e uso indevido da farda da PM - fatores que, segundo a decisão, aumentam a gravidade do ato e comprometem a confiança da sociedade na corporação. Para o magistrado, soltar o acusado poderia incentivar novos crimes e colocar em risco a ordem pública, já que o militar tinha acesso a armamento institucional e informações privilegiadas.

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Defesa não convenceu

A defesa, conduzida pelo advogado Lourran Barros, alegou que os fatos narrados eram “ilógicos” e que Endryl, réu primário e de endereço fixo, não representava risco de fuga. O advogado ainda destacou que o soldado está prestes a ter o primeiro filho e que a família dependeria dele. Os argumentos, porém, não sensibilizaram a Justiça, que converteu a prisão em preventiva.

Consequências

Endryl, que havia ingressado na corporação em 2024 e estava lotado no 12º Batalhão de Oiapoque, agora enfrenta o peso de suas escolhas. Preso no Centro de Custódia do Zerão, na zona sul de Macapá, ele talvez veja, atrás das grades, o nascimento do primeiro filho e a provável perda definitiva da farda.

No fim, fica a lição amarga de um caso que reafirma: quando o crime rende apenas moedas e uma caixa de chocolate, a conta que sobra é a destruição de uma vida inteira.

 

De Bubuia

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