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Sexta-feira, 13 de Fevereiro 2026

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Operações anuais da PF expõem padrão de corrupção na gestão Furlan

Cinco investigações desde 2021 atingem saúde, obras públicas e contratos milionários da Prefeitura de Macapá.

Operações anuais da PF expõem padrão de corrupção na gestão Furlan
A cada ano a PF faz uma grande operação na gestão do prefeito Furlan. Qual será a data da próxima?
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Desde 2021, ano em que o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, assumiu a administração municipal, a Polícia Federal deflagrou sucessivas operações para apurar suspeitas de corrupção, fraudes e desvio de recursos públicos na Prefeitura.

Em cinco anos, ao menos cinco grandes investigações atingiram áreas estratégicas da gestão, como saúde, obras públicas, zeladoria urbana e contratos de grande valor.

As grandes operações ocorreram de forma praticamente anual e resultaram em prisões, afastamentos, apreensões e sequestro de bens, indicando um padrão contínuo de corrupção envolvendo  licitações, contratos e uso de recursos públicos.

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Com base nessa cronologia, investigadores e fontes ligadas ao acompanhamento dos inquéritos avaliam que, mantido o ritmo observado desde o início da gestão, uma nova grande operação da Polícia Federal ainda no primeiro semestre não pode ser descartada.

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O histórico indica que as investigações avançam em camadas e, quando amadurecem, tendem a alcançar nomes de maior peso político e administrativo, inclusive com possibilidade de prisões por crimes de corrupção.

Operação Carburante - 2021

Deflagrada no primeiro ano da gestão Furlan, a Operação Carburante investigou desvio de recursos federais da saúde, destinados ao enfrentamento da Covid-19, no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). 

A Polícia Federal identificou fraudes em abastecimento de veículos oficiais, pagamento de diárias fictícias e uso de dinheiro público para abastecer veículos particulares. O esquema resultou na prisão de servidores comissionados ligados à Semsa e de um empresário do ramo de combustíveis. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 milhão.

Operação Carburante II - 2022

A segunda fase aprofundou as investigações iniciadas em 2021 e revelou a continuidade do esquema dentro da Semsa.

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A Polícia Federal apurou indícios de lavagem de dinheiro, pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio. 

Nesta fase, a ex-secretária municipal de Saúde, Karlene Aguiar Lamberg, passou a figurar formalmente entre os investigados. Por ordem da Justiça Federal, bens foram sequestrados, incluindo uma caminhonete de alto valor, posteriormente levada a leilão. O caso resultou em denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público Federal.

Operação Plattea - 2024

Em 19 de setembro de 2024, a Polícia Federal desencadeou a Operação Plattea para investigar fraudes, pagamento de propina e superfaturamento em contratos de obras públicas, incluindo intervenções na orla de Macapá e na Praça Jacy Barata.

As investigações atingiram diretamente a Secretaria Municipal de Obras, comandada à época por Cássio Cleidsen Rabelo Cruz, apontado como um dos alvos da apuração, além de empresários contratados pelo municípiio.

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Mesmo após a repercussão nacional da operação, Cassio segue ocupando o cargo na atual gestão

Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na Secretaria de Obras, na sede da Prefeitura de Macapá e também na residência do próprio prefeito Antônio Furlan, circunstância que deu ampla repercussão nacional ao caso, por envolver diretamente o chefe do Executivo municipal. As apurações indicam pagamento de propina para liberação de medições e repasses de recursos federais.

Operação Herodes - 2024

Deflagrada no dia 20 de setembro, a Operação Herodes apurou o envolvimento de agentes públicos com facção criminosa e o uso de recursos ilícitos para interferir no processo eleitoral em Macapá.

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Foram presos o então subsecretário municipal de Zeladoria Urbana, Jesaias Silva e Silva, e o candidato a vereador, Luanderson de Oliveira Alves, conhecido como “Caçula”. Ambos aliados do prefeito Furlan.

Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava na compra de votos, coação de eleitores e financiamento ilegal de campanha, com apoio do crime organizado. Após a operação, Jesaias foi exonerado do cargo.

Operação Paroxismo - 2025

A investigação mais recente elevou o nível do cerco institucional ao atingir diretamente o núcleo político da gestão municipal. A Operação Paroxismo apura fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo a construção do Hospital Geral Municipal, contrato estimado em mais de R$ 69 milhões. 

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no gabinete do prefeito, na Secretaria Municipal de Saúde e em endereços ligados a empresários envolvidos no contrato. A Polícia Federal também apura saques milionários em espécie, utilizados para ocultação de recursos.

Um padrão que segue em aberto

O histórico das operações mostra que as investigações não se encerram em um único episódio. Ao contrário, avançam de forma progressiva, alcançando novos setores, novos contratos e novos nomes.

Com inquéritos ainda em curso e análises financeiras em andamento, novos desdobramentos seguem no radar das autoridades.

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