A assinatura da ordem de serviço para pavimentação das 6ª e 7ª avenidas do bairro Congós, neste sábado (4), pelo prefeito interino Pedro DaLua, joga luz sobre um problema que vai além de uma obra: a qualidade do asfalto executado nos últimos anos em Macapá.
As duas vias, hoje em situação crítica, fazem parte de uma realidade já conhecida pelos moradores da Zona Sul. Buracos, lama e trechos praticamente intrafegáveis transformaram o deslocamento diário em risco constante, especialmente no período chuvoso.
Por que o asfalto dos Congós voltou a ser feito?
A 7ª avenida dos Congós integra o pacote das mais de 720 vias que a gestão do ex-prefeito Antônio Furlan divulgava como pavimentadas. No entanto, a necessidade de refazer o serviço levanta um questionamento direto sobre a durabilidade dessas obras.
Na prática, o que era apresentado como avanço urbano não resistiu ao primeiro ciclo de inverno amazônico.
Esse cenário já havia sido antecipado em reportagem do De Bubuia, que mostrou como o asfalto virou peça de propaganda, enquanto bairros inteiros continuavam enfrentando lama e dificuldade de acesso.
O que disse Pedro DaLua sobre a situação?
Durante a assinatura da ordem de serviço, o prefeito interino foi direto ao apontar a origem do problema.
“Não é por conta apenas do inverno. É por conta da péssima administração e da péssima qualidade do asfalto. Macapá não entrou em colapso agora, ela começa a mostrar como realmente estava.”
Em outro momento, reforçou a crítica à durabilidade das obras executadas anteriormente:
“Estamos iniciando um novo asfalto com padrão de qualidade e durabilidade, diferente do que foi feito anteriormente.”
A declaração reforça uma mudança de narrativa: o que antes aparecia como números positivos agora se revela no desgaste acelerado das vias.
O que a nova obra promete mudar?
A nova intervenção prevê pavimentação asfáltica e sinalização horizontal nas duas avenidas, com promessa de maior durabilidade e segurança para moradores e condutores.
Mas o desafio vai além de executar uma nova camada de asfalto. A atual gestão precisa lidar com um passivo urbano acumulado, onde obras recentes já exigem reconstrução.
O que fica para o morador de Macapá
Nos Congós, o asfalto virou símbolo de um modelo que priorizou quantidade em vez de qualidade. E a consequência aparece de forma concreta: ruas refeitas antes mesmo de envelhecer.
A pergunta que surge, inevitável, é direta: quantas das 720 vias anunciadas realmente resistiram ao primeiro inverno?
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