Em um movimento estratégico para dinamizar a economia e ampliar a geração de empregos, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Petrobras assinaram um protocolo de intenções. A parceria, celebrada em 9 de junho na capital federal, é resultado de intensas articulações que ocorreram no mês de maio, durante a Offshore Technology Conference (OTC) 2025, em Houston, no Texas, considerada a maior feira de petróleo e gás do mundo.
O acordo visa facilitar o acesso de pequenos negócios às vastas oportunidades de fornecimento da estatal no setor de petróleo e gás, promovendo qualificação, inovação, acesso a crédito e práticas sustentáveis. Para o Amapá, essa colaboração é um marco importante, reforçando as ações do Sebrae no estado e abrindo caminho para que empreendedores locais se insiram de forma mais robusta na cadeia produtiva do setor.
Durante a OTC 2025, o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Amapá (CDE), Josiel Alcolumbre, integrou a comitiva amapaense e participou ativamente das discussões.
Ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Alcolumbre reforçou a importância estratégica da Margem Equatorial para o Brasil e, especialmente, para o Amapá. Ele destacou a oportunidade de transformar o desenvolvimento econômico e social, e de desenvolver outras cadeias produtivas para gerar mais emprego e renda à população.
"Acreditamos naquilo que será a alavanca de desenvolvimento definitivo para os próximos 100 anos do Amapá, e agora, só depende da iniciativa de cada homem e de cada mulher, compreender o seu papel, de se qualificar e de estar preparado para que, quando essa cadeia se instalar a gente possa ser os fornecedores de mão de obra e de serviços", afirmou Josiel Alcolumbre, que enxerga no petróleo, no óleo e gás, uma gigantesca oportunidade para os micro e pequenos negócios.
Capacitação e desenvolvimento regional acelerados
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatiza que a produção de petróleo na Margem Equatorial é inevitável e que sua realização ocorrerá em breve. "Enquanto isso, temos que aproveitar esse tempo para buscar qualificação, conhecimentos, parcerias comerciais e investimentos necessários para que os amapaenses ocupem os espaços gerados pela cadeia de óleo e gás", destacou Chambriard.
Em linha com essa visão, o Sebrae já está desenvolvendo um projeto para capacitar empresas interessadas em atuar como fornecedoras na cadeia produtiva de petróleo e gás. A iniciativa focará na preparação de negócios para o mercado B2B (Business to Business), exigindo qualificações específicas para atender aos rigorosos padrões de grandes fornecedores, incluindo requisitos de segurança, saúde, meio ambiente e normas técnicas e legais.
Inicialmente, os pequenos negócios ligados à fase inicial da exploração, como hospedagem, alimentação, locação de máquinas e mão de obra, serão os primeiros a serem impactados. À medida que o projeto avança, a expectativa é que a demanda por novos fornecedores cresça, tornando a cadeia de suprimentos mais complexa e diversificada, gerando mais oportunidades de emprego e renda.
O Sebrae Amapá tem investido cada vez mais na capacitação e na articulação com grandes empresas do setor. Em parceria com o Governo do Estado do Amapá (GEA), a instituição promoveu o Inova Amazônia Summit, que resultou na Carta da Amazônia, documento que propõe a união entre saberes ancestrais e ciência, com investimentos em infraestrutura para fomentar a sociobioeconomia e transformar a cadeia produtiva de petróleo na região. O estado também marcou presença no Bahia Óleo, Gás e Energia 2025 e realizou visitas técnicas no Rio de Janeiro para estreitar parcerias com empresas de referência como a Companhia Brasileira de Offshore (CBO), Nitshore e Nitport.
