Cinco pescadores foram resgatados pela Marinha do Brasil após ficarem mais de 60 horas à deriva no litoral do Pará. O grupo sobreviveu segurando-se em boias de pesca, após o naufrágio da embarcação Netinho III, ocorrido na noite de sexta-feira (10).
O barco havia saído de São João de Pirabas (PA), na manhã de quinta-feira (9), com seis pescadores. Um deles desembarcou em Maracanã no dia seguinte por motivos de saúde, enquanto os outros cinco seguiram viagem.
Na noite de sexta, por volta das 19h50, a embarcação emborcou com a força das ondas, próximo ao município de Vigia, a cerca de 160 km de Belém.
🆘Sobrevivência e resgate em alto-mar
Sem comunicação, os pescadores se mantiveram vivos em boias de pesca, nadando durante o dia e à noite na tentativa de se aproximar da costa.
Foram localizados 23 km do ponto do naufrágio, na segunda-feira (13), por tripulantes de um navio mercante francês que alertaram o Salvamar Norte, da Marinha.
🚁 Operação da Marinha e estado de saúde
O Navio-Patrulha Guarujá e uma aeronave Super Cougar foram mobilizados na busca.
Um dos pescadores apresentava grave desidratação e foi levado de helicóptero a um hospital em Belém. Os demais foram transportados de navio até a Base Naval de Val de Cães, onde se reencontraram com familiares.
💬 Relatos e alívio das famílias
Segundo o comandante do Navio-Patrulha, Patrick Barros, os pescadores estavam “muito debilitados, com insolação, mas com uma vontade de viver louvável”.
O reencontro trouxe emoção e alívio às famílias. “É angustiante porque não sabíamos de nada, mas agora eles estão aqui e é isso que importa”, disse Elane Muniz, irmã de um dos sobreviventes.
