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Domingo, 12 de Abril 2026

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PF recebe relatório que aponta “milícia digital” paga pela Prefeitura de Macapá

Apurações da nova gestão apontam pagamentos suspeitos, perícias em contratos e repasses a comunicadores ligados a ataques contra opositores.

PF recebe relatório que aponta “milícia digital” paga pela Prefeitura de Macapá
Pedro DaLua entrega à Polícia Federal relatório com resultados iniciais de apurações na prefeitura.
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O prefeito de Macapá em exercício, Pedro DaLua, apresentou nesta quarta-feira (11) à Polícia Federal resultados preliminares das apurações realizadas pela atual gestão sobre possíveis irregularidades administrativas na prefeitura.

A reunião ocorreu na sede da PF no Amapá com o superintendente Milton Rodrigues Neves e contou com a participação da equipe que integra o Gabinete de Emergência Administrativa e Financeira, criado pela nova administração para revisar contratos e atos da gestão anterior.

As análises começaram após o afastamento do ex-prefeito Antônio Furlan e do vice Mário Neto, investigados no âmbito da Operação Paroxismo.

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Perícias em contratos e abertura de processos administrativos

Durante o encontro, DaLua apresentou à Polícia Federal medidas já adotadas pela prefeitura, entre elas perícias técnicas em documentos e contratos, além da abertura de procedimentos administrativos para investigar possíveis pagamentos realizados mesmo após o afastamento das autoridades investigadas.

Segundo a prefeitura, os levantamentos buscam identificar irregularidades administrativas e garantir que eventuais ilícitos sejam encaminhados aos órgãos de controle.

Investigação cita repasses a comunicadores

Entre os pontos considerados mais sensíveis nas apurações estão pagamentos a comunicadores que integrariam uma chamada “milícia digital”.

Durante coletiva realizada na terça-feira (10), Pedro DaLua afirmou que a nova gestão identificou um pagamento considerado atípico na área da comunicação no próprio dia 4 de março, data da operação da Polícia Federal que afastou o ex-prefeito Antônio Furlan, o vice-prefeito Mário Neto e o então secretário de Finanças.

Segundo o prefeito em exercício, a agência de publicidade M2 teria disparado cerca de meio milhão de reais em repasses a agenciados e prestadores de serviço da comunicação da Prefeitura de Macapá. A atual gestão apura se a liberação seguiu o fluxo normal de pagamentos da administração municipal ou se houve movimentação fora do padrão.

De acordo com os dados preliminares apresentados à Polícia Federal, esses repasses teriam sido utilizados para financiar ataques contra opositores políticos e também contra integrantes do Poder Judiciário, com o objetivo de descredibilizar decisões relacionadas a investigações sobre possíveis atos de improbidade administrativa.

Novas investigações podem ser abertas

O prefeito informou ainda que outras irregularidades podem surgir durante a análise dos contratos e movimentações financeiras da prefeitura.

Além das investigações relacionadas a possíveis desvios de emendas federais, novas frentes de apuração poderão ser abertas caso sejam identificados indícios de irregularidades.

Prefeitura diz que objetivo é garantir transparência

Segundo a administração municipal, a reunião com a Polícia Federal faz parte de um conjunto de medidas para aprofundar as apurações, garantir transparência na gestão pública e encaminhar eventuais irregularidades aos órgãos responsáveis pela investigação.

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