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Quarta-feira, 18 de Fevereiro 2026

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Prisão em Santana expõe perigos ocultos em corridas de aplicativo

Prisão preventiva revela como trajetos comuns de aplicativo podem virar cenário de violência contra mulheres.

Prisão em Santana expõe perigos ocultos em corridas de aplicativo
O homem agora está no Iapen, enquanto o caso segue sob investigação. Foto: Polícia Civil
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Há crimes que não fazem barulho na hora, fazem sombra. Sombras que se estendem por ruas comuns, aplicativos comuns, rotinas comuns. Sombras que caminham junto das mulheres quando a noite cai cedo demais.

Na segunda-feira, 1º de dezembro, essa sombra ganhou nome e algemas: um homem de 27 anos, preso em Santana após ser investigado por estupro, favorecimento da prostituição de menor e importunação sexual. A história começou como tantas outras - uma corrida de aplicativo, um trajeto conhecido - e terminou num ramal ermo, onde o medo costuma falar mais alto que o próprio corpo.

Como a violência se esconde em gestos cotidianos?

A delegada Katiúscia Pinheiro, da DEAM-Santana, conta que a vítima acreditava estar entrando no mesmo carro que a levou horas antes. Era noite, era uma carona que parecia segura. Parecia.

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O trajeto desviou. O silêncio da estrada abriu espaço para o crime.

Durante a investigação, outros episódios surgiram: tentativas de pagar uma adolescente para ter relações sexuais, a exibição de uma suposta arma dentro do carro, a intimidação como método, o cotidiano usado como armadilha.

“Chegamos à autoria, verificamos registros, entendemos um padrão”, disse a delegada. No banco do veículo, ao cumprir o mandado de prisão, a polícia encontrou um simulacro - arma falsa, medo real.

Por que tantas mulheres seguem desconfiando de rotas, horários e destinos?

O investigado negou o estupro. Disse, com a frieza de quem tenta diluir o impacto da própria violência, que a vítima “teria dado em cima dele”.
É uma frase velha, repetida, que carrega séculos de tentativa de inverter a culpa.

Enquanto isso, a vítima precisa provar o óbvio: que ninguém escolhe o próprio trauma.

A prisão foi homologada na audiência de custódia. O homem agora está no Iapen, enquanto o caso segue sob investigação e as mulheres seguem reorganizando suas rotinas, calculando horários, escolhendo caminhos.

O que significa proteger mulheres num lugar onde o medo tenta ser rotina?

A delegada Katiúscia reforça que a Polícia Civil mantém o compromisso de enfrentar a violência de gênero, essa ferida aberta que atravessa o Amapá e o Brasil. A promessa é de prevenção e repressão, de atendimento e acolhimento, de não naturalizar o que machuca.

De Bubuia

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