Eles saem de casa todos os dias para trabalhar, mas nunca sabem como será a próxima visita técnica. Para muitos profissionais que atuam em serviços essenciais, como o de fornecimento de energia, o trabalho pode significar enfrentar discussões acaloradas, ameaças e, em alguns casos extremos, até risco de morte. Foi diante dessa realidade que a Polícia Civil do Amapá promoveu, nesta quarta-feira (3), uma palestra sobre Gestão de Conflitos entre clientes e equipes de campo, durante a Semana Interna de Prevenção de Acidentes das empresas Equatorial Energia e CSA.
A atividade foi conduzida pelos policiais civis Mesquita, Taborda e Robson, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e reuniu trabalhadores que convivem diariamente com situações de tensão ao executar cortes de energia, identificar ligações clandestinas ou até mesmo lidar com falhas de comunicação com clientes.
Conflitos que colocam vidas em risco
Segundo os palestrantes, os conflitos que começam com desentendimentos verbais podem rapidamente escalar para agressões físicas ou ameaças, colocando em risco não apenas a segurança das equipes, mas também a imagem institucional das empresas.
“Quando um profissional vai até uma residência para cortar energia por inadimplência, por exemplo, ele não é o responsável pela decisão, mas acaba sendo o alvo imediato da insatisfação do cliente. Isso gera um ambiente de vulnerabilidade, que precisa ser administrado com preparo, calma e protocolos de segurança claros”, destacou o delegado Taborda.
Estratégias de prevenção e protocolos
Durante a palestra, os policiais apresentaram técnicas de comunicação clara, postura profissional e empatia como ferramentas fundamentais para reduzir o risco de conflito. Também reforçaram a importância de atuar em equipe, manter constante contato com a central de operações e registrar toda ocorrência de ameaça à autoridade policial.
Outro ponto sensível abordado foi a conduta adequada diante de situações de risco iminente: manter a calma, priorizar a preservação da vida e acionar o suporte imediato das forças de segurança.
Polícia Civil como parceira social
A iniciativa reforça o papel da Polícia Civil não apenas como órgão de investigação, mas também como parceira da sociedade e das categorias profissionais. Ao compartilhar protocolos e orientações práticas, a corporação contribui diretamente para a proteção e valorização de trabalhadores que, apesar dos riscos, garantem diariamente serviços essenciais à população.
“O objetivo é que esses profissionais voltem para casa em segurança, depois de cumprir seu trabalho. O diálogo e a prevenção são ferramentas tão importantes quanto qualquer equipamento de proteção”, concluiu o delegado Mesquita.
