Os municípios de Santana e Macapá foram avaliados no indicador de Endividamento do Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, estudo elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com dados oficiais do Siconfi. O indicador faz parte do pilar de Sustentabilidade Fiscal e mede quanto cada cidade deve em relação ao que arrecada.
Os resultados mostram realidades opostas no Amapá: Santana figura entre os municípios menos endividados da Região Norte, enquanto Macapá aparece apenas na 25ª posição regional, sinalizando desequilíbrio fiscal na capital.
De acordo com o ranking, Santana ocupa o 2º lugar na Região Norte e a 20ª posição no Brasil, com –24,53% de endividamento, índice considerado excelente no cenário nacional.
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Esse percentual indica que o município reduziu dívidas, ampliou capacidade de pagamento e mantém receitas acima dos compromissos financeiros, cenário apontado como resultado direto de políticas de controle fiscal, planejamento e equilíbrio nas contas públicas.
O bom desempenho coloca Santana ao lado de cidades referência em responsabilidade financeira no Norte
Enquanto Santana se aproxima do topo, Macapá aparece apenas na 25ª posição regional, equivalente ao 247º lugar no ranking nacional, com 14,07% de endividamento.
O dado indica que a capital aumentou o peso da dívida em relação à sua receita, reduzindo a capacidade de investimento e dificultando a execução de políticas públicas essenciais.
O desempenho de Macapá é semelhante ao de municípios que enfrentam sérios desafios de gestão fiscal, ficando distante das melhores práticas do país e da própria região.
O indicador avalia a relação entre:
- Dívida Consolidada Líquida
e - Receita Corrente Líquida
Ou seja: quanto o município deve em comparação ao que arrecada.
➡️ Quanto menor o percentual, melhor a saúde financeira.
➡️ Valores negativos, como o de Santana, representam situação extremamente favorável.
➡️ Valores acima de 10% indicam alerta, como é o caso de Macapá.
Em outras palavras Santana avança como referência regional em responsabilidade fiscal. Macapá sinaliza fragilidade, precisando reorganizar contas e ajustar gastos.
Esses números afetam diretamente:
- capacidade de investimento,
- oferta de serviços públicos,
- execução de obras,
- e estabilidade da gestão
