A vida de Ana Paula Viana Rodrigues terminou de forma brutal numa tarde comum de trabalho em Santana.
Ela tinha 19 anos, trabalhava como vendedora e construía um futuro na universidade. Era estudante de Ciências Biológicas e Farmácia na Universidade Federal do Amapá.
Horas depois do assassinato, um detalhe chocou os investigadores.
O celular da jovem foi trocado por seis porções de crack.
Seis pedras, que no submundo do crime custam R$ 60,00.
O caminho do celular
Após o crime, equipes das forças de segurança passaram a reconstruir os passos do suspeito.
O telefone da vítima foi localizado na Baixada do Ambrósio, em uma área conhecida como Beco da Berinjela, na região portuária de Santana.
Ali, segundo informações das investigações, o aparelho foi negociado por seis porções de crack.
A partir dessa pista, investigadores conseguiram chegar ao criminoso.
Quem é o assassino
O homem apontado como autor do crime foi identificado como Cláudio Pacheco, conhecido pelo apelido de “Coringa”.
Ele acabou sendo localizado e preso poucas horas depois do assassinato.
De acordo com relatos levantados pelas autoridades, Camila era vizinha do suspeito. Na ocasião, ele teria seguido a jovem na rua e tentado agarrá-la. Após a vítima reagir, o homem teria sacado uma faca e golpeado o pescoço dela, fugindo em seguida para a área onde morava.
O suspeito chegou a passar pelo sistema prisional administrado pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), mas teria saído em licença e não retornado, sendo considerado foragido da Justiça.
Prisão em menos de seis horas
Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá informou que o suspeito foi preso em menos de seis horas de diligências após o crime.
Segundo a secretaria, todas as unidades operacionais e de inteligência das Polícia Militar do Amapá e da Polícia Civil do Amapá foram mobilizadas na busca pelo suspeito.
A nota destaca ainda que a atuação das equipes foi motivada por uma política de tolerância zero à violência contra a mulher.
Uma vida interrompida
A Sejusp também manifestou pesar pela morte da jovem.
Ana Paula deixa familiares, amigos e colegas de universidade.
Uma estudante, uma trabalhadora, uma jovem com planos.
E uma história que agora termina marcada por um detalhe cruel que ecoa nas ruas de Santana:
um celular trocado por seis pedras de crack. Esse foi o preço de uma vida.

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