O cancelamento do show de Wesley Safadão na noite deste domingo (20) em Macapá, atribuído pela produção do artista à falta de manutenção no sistema de som, levanta agora uma questão crucial: quem arcará com os custos adicionais dessa falha?
Custos operacionais
Apesar de o cachê do artista não ser pago novamente, a logística de uma equipe de grande porte como a de Wesley Safadão gera custos operacionais significativos, gerando em torno de R$ 200 mil.
O retorno da equipe a Macapá para a nova data do show, remarcado para a próxima quarta-feira (24), implica em despesas com passagens aéreas, hospedagem, locação de van, pagamento de locação da aeronave no cantor e outros gastos que a prefeitura, ou a empresa responsável pelo som, precisará cobrir.
Som anunciado com pompas pelo prefeito Furlan
Sem estrutura
A reportagem teve acesso a uma conversa entre Wesley Safadão e um membro de sua equipe em Macapá, onde o interlocutor confirmou que "o problema era questão de manutenção, que os plugs da caixa não estava funcionando" e que o som atendia apenas um público de 5 mil pessoas. O mais alarmante é o detalhe de que o sistema de som pertence à empresa que, nesta semana, venceu uma licitação da Prefeitura de Macapá no valor de R$ 59 milhões.
Os "problemas técnicos" no sistema de som não eram recentes, tendo se manifestado pela primeira vez em 13 de julho, durante a apresentação da banda Sepultura. A falta de comunicação prévia da prefeitura, que poderia ter evitado a frustração de milhares de fãs, agora se soma às suspeitas em torno do equipamento de som. Há indícios de que o material, anunciado como de ponta pelo prefeito Antônio Furlan, teria sido "retificado" (melhorado) em Belém e trazido para Macapá como se fosse novo, gerando questionamentos sobre a transparência e eficiência da gestão municipal.
A sequência de fatos desenha um cenário de desorganização e possível falta de responsabilidade por parte da Prefeitura de Macapá. A população espera agora explicações claras sobre quem assumirá a responsabilidade financeira por esses custos adicionais gerados pela falha na manutenção de um equipamento que custou milhões aos cofres públicos.
