O Ministério Público do Amapá (MP-AP) passou a acompanhar rigorosamente as apurações sobre a morte de Renata Teixeira, 21 anos, ocorrida durante o Carnaval de Santana 2026.
O caso resultou na suspensão da quarta noite do evento e mobilizou autoridades para avaliar riscos e responsabilidades.
Promotores acompanham reuniões emergenciais
Reuniões foram realizadas no gabinete do prefeito de Santana, Bala Rocha, com participação do Ministério Público e órgãos de segurança.
O MP foi representado pela promotora de Justiça Elissandra Toscano, titular da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Habitação e Urbanismo, e pelo promotor Miguel Angel Ferreira, da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Infância e Juventude.
Os membros acompanharam as medidas emergenciais e a adoção de providências após o incidente.
Gabinete de crise foi acionado após a tragédia
Segundo o Ministério Público, a atuação ocorre com base em Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados previamente para organização do carnaval.
Os acordos previam a criação de um gabinete de crise para atuação em situações emergenciais.
O mecanismo foi ativado após a morte da jovem e reuniu representantes:
- Prefeitura de Santana
- Ministério Público
- Polícia Civil e Polícias Militar e Técnico-Científica
- Corpo de Bombeiros e SAMU
- Equatorial Energia e PPP da iluminação pública
- Fundação Municipal de Cultura (Sancult)
- organizadores e Liga dos Blocos
O gabinete tem a função de avaliar riscos, coordenar respostas imediatas e definir medidas para proteção do público.
Perícia técnica e prazo para verificação de riscos
Renata Teixeira morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto acompanhava um trio elétrico na Avenida Santana, na madrugada de terça-feira (17).
A Polícia Técnico-Científica (Politec) realizou perícia no local, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação das circunstâncias da morte.
Foi estabelecido prazo inicial de 10 dias para análises ao longo do corredor da folia, com o objetivo de identificar possíveis fontes de energia elétrica e eliminar riscos.
Retomada depende de liberação técnica
A retomada da programação dependerá da liberação dos órgãos competentes. Caso não sejam identificados riscos, a quarta noite do Carnaval poderá ocorrer em 28 de fevereiro.
O que o MP pretende garantir
- apuração transparente das causas
- cumprimento das medidas de segurança
- responsabilização em caso de falhas
- proteção dos foliões
O Ministério Público informou que seguirá acompanhando todas as etapas da investigação e adotará providências caso sejam constatadas irregularidades.
