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Sexta-feira, 13 de Fevereiro 2026

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Um ano após PF na casa de Furlan, Macapá cobra respostas sobre Operação Plattea

Ação da PF investigou propina em obra de R$ 10 milhões; secretário Cássio Cunha segue no cargo um ano depois.

Um ano após PF na casa de Furlan, Macapá cobra respostas sobre Operação Plattea
Mesmo após a repercussão nacional da operação, Cassio segue ocupando o cargo na atual gestão
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Há exatamente um ano, em 19 de setembro de 2024, Macapá amanheceu com a presença da Polícia Federal nas ruas. A Operação Plattea investigava um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos milionários. Um dos alvos principais foi o prefeito Antônio Furlan, que teve sua residência e seu gabinete na Prefeitura vasculhados por agentes federais.

O escândalo estourou após suspeitas de direcionamento na licitação para a obra de urbanização da Praça Jacy Barata Jucá, avaliada em R$ 10,3 milhões. Segundo a investigação, o contrato teria sido manipulado para beneficiar empresários próximos à gestão municipal, em troca de propina estimada em até R$ 500 mil.

Prefeito, secretários e aliados na mira da investigação

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Além de Furlan, a PF também mirou secretários municipais, o irmão do prefeito, Neto Furlan, e o deputado federal Júnior Favacho. Um dos nomes citados nas apurações foi o do secretário de Obras, Cássio Cunha, acusado de negociar percentuais de propina com empresários da construção civil. Mesmo após a repercussão nacional da operação, Cunha segue ocupando o cargo na atual gestão.

Um ano depois, poucas respostas

Apesar da gravidade das denúncias, nenhuma punição foi aplicada até agora. O processo segue em análise, mas a lentidão da Justiça alimenta a sensação de impunidade.

O peso político do escândalo

O caso deixou marcas profundas na gestão de Furlan, já pressionada por denúncias de má qualidade em obras públicas e falhas de transparência no Portal do Município. Ainda assim, aliados políticos seguem defendendo o prefeito e tratando a investigação como um “exagero”.

A voz da população

Nas ruas, o sentimento é de desconfiança. Muitos moradores enxergam a Operação Plattea como mais um episódio em que escândalos de corrupção são revelados, mas não resultam em responsabilização efetiva.

“A PF foi até a casa do prefeito, levou documentos, celulares, e mesmo assim nada mudou. Parece que em Macapá a corrupção tem mais força que a Justiça”, desabafou um comerciante do Centro, que pediu para não ser identificado.

O que mudou — e o que não mudou

Mudanças positivas:

  • A operação conseguiu levantar provas suficientes para abrir inquérito, cumprir mandados de busca e apreensão, expor irregularidades e estimular o debate público sobre o uso de recursos públicos em Macapá.
  • Serviu como gatilho para outras operações e uma pressão para fiscalização de licitações no município.

Persistem lacunas e críticas:

  • O secretário de Obras implicado na Plattea, Cássio Cruz, continuou no cargo mesmo após as denúncias, o que muitos veem como demonstração de pouca consequência política ou administrativa até agora.
  • A tramitação judicial segue lenta.
  • Transparência: há pouco vislumbre, ao menos publicamente, de auditorias independentes ou prestação de contas detalhada das obras suspeitas.
De Bubuia

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