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Segunda-feira, 11 de Maio 2026
Notícias/Justiça

Vitória do consumidor: Justiça impede abusos da Equatorial no Amapá

Decisão unânime do Tribunal de Justiça confirma ação da Defensoria e garante energia a consumidores vulneráveis, mesmo com débitos antigos.

Vitória do consumidor: Justiça impede abusos da Equatorial no Amapá
A decisão reforça que a cobrança de valores atrasados deve ocorrer por meios legais próprios
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A conta pode até atrasar, mas a luz não pode ser apagada como forma de pressão. Foi esse o entendimento reforçado pela Justiça do Amapá ao manter, por unanimidade, uma decisão que proíbe a Equatorial de suspender o fornecimento de energia por dívidas antigas.

A vitória é da Defensoria Pública do Estado (DPE-AP), que conseguiu confirmar no Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) a decisão já obtida em primeira instância. Na prática, a concessionária fica impedida de cortar energia ou exigir o pagamento de débitos antigos como condição para manter ou restabelecer o serviço.

Energia não pode ser usada como cobrança

A ação foi movida pelo Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria, que apontou a ilegalidade na prática de usar um serviço essencial como instrumento de cobrança.

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O defensor público Jefferson Teodósio, que atuou no caso, foi direto ao ponto. “Na prática, evita que a pessoa tenha que escolher entre pagar uma dívida antiga ou ficar sem energia em casa”, explicou.

A decisão reforça que a cobrança de valores atrasados deve ocorrer por meios legais próprios, sem comprometer o acesso à energia elétrica, considerada um serviço essencial à dignidade humana.

Religação imediata e sem exigências indevidas

Outro ponto importante da decisão é a obrigatoriedade de religação imediata para unidades que tiveram o serviço suspenso exclusivamente por débitos com mais de 90 dias.

Além disso, a Equatorial também não poderá:

  • Condicionar a religação ao pagamento de dívidas antigas
  • Incluir esses débitos nas faturas atuais como forma de cobrança indireta

Proteção a consumidores vulneráveis

A medida tem impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes acumulam débitos antigos e acabam enfrentando o risco de ficar sem energia.

Com a decisão, fica garantido que consumidores que estejam em dia com as contas recentes não podem ser penalizados por dívidas do passado.

De Bubuia

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