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Segunda-feira, 23 de Março 2026

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Apontado como executor do “tribunal do crime” morre em troca de tiros com o Bope

Suspeito de envolvimento em homicídio com decapitação morreu após confronto com o GIRO em área de palafitas no Congós.

Apontado como executor do “tribunal do crime” morre em troca de tiros com o Bope
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amapá. Foto. Divulgação
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Um homem identificado apenas pelo apelido de “Gaspar”, apontado como integrante do chamado “tribunal do crime” e suspeito de participação em um homicídio brutal ocorrido em fevereiro, morreu durante um confronto com policiais do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (GIRO), do Bope, na tarde de sábado (21), no bairro Congós, na zona sul de Macapá.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe realizava patrulhamento na área de palafitas, intensificado após recentes ataques atribuídos a facções criminosas, quando avistou o suspeito sem camisa, com uma arma de fogo na cintura, na passarela da 21ª Avenida.

Fuga, cerco e troca de tiros

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Ao perceber a aproximação dos policiais, o homem sacou a arma e fugiu, entrando em uma residência próxima. Os militares realizaram o cerco e, ao anunciarem a presença, foram recebidos a tiros.

Diante da agressão, o grupo tático entrou no imóvel. Segundo a PM, um novo confronto foi registrado, e o suspeito acabou baleado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas apenas constatou o óbito ainda no local.

Arma, drogas e dinheiro apreendidos

Durante a varredura na residência, os policiais encontraram porções de entorpecentes, balança de precisão, embalagens para tráfico, dinheiro em espécie, dois celulares e uma pistola que, segundo a polícia, teria sido utilizada pelo suspeito durante o confronto. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica.

O que é o “disciplina” dentro da facção

Segundo o serviço de inteligência da PM, “Gaspar” atuava como “disciplina” da facção na região do Congós, função considerada uma das mais estratégicas dentro da organização criminosa.

Na prática, o “disciplina” é o responsável por impor regras, cobrar ordens e aplicar punições internas, atuando diretamente nos chamados “tribunais do crime”, onde integrantes e rivais são julgados.

É esse tipo de liderança que, segundo investigadores, autoriza e executa castigos que podem incluir tortura e até morte, funcionando como um dos principais pilares de controle da facção nos territórios dominados.

Ligação com crime brutal e decapitação

Ainda de acordo com a polícia, “Gaspar” é apontado como principal suspeito de envolvimento na morte de Wueverton da Silva Penafort, de 27 anos, conhecido como “Wuevertinho”.

O crime, ocorrido em 25 de fevereiro, chocou pela extrema violência.

Relembre o caso

Wueverton foi encontrado dentro de uma casa em uma área de pontes no próprio bairro Congós, com múltiplas perfurações de faca, sinais de tortura e com mãos e pés amarrados.

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O corpo estava sem a cabeça, reforçando a suspeita de execução ligada ao crime organizado.

Horas depois, a cabeça da vítima foi localizada enrolada em um pano, abandonada em via pública no bairro Ipê, na zona norte de Macapá.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amapá.

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