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Quinta-feira, 16 de Abril 2026

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Concursado para policial penal é preso em Macapá por vender munições a facções

Investigação da Ciop/Sejusp com apoio do GTA desarticulou esquema que envolvia comércio ilegal de armas e munições no Amapá.

Concursado para policial penal é preso em Macapá por vender munições a facções
Foto: Divulgação PC
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Um homem aprovado em concurso para policial penal, identificado como Werly dos Santos, 36 anos, foi preso nesta semana em Macapá, acusado de envolvimento com o comércio ilegal de munições. A prisão ocorreu durante uma operação coordenada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA), após denúncias anônimas que apontavam a venda de munições para facções criminosas.

Como começou a investigação

A apuração teve início após a Coordenadoria de Inteligência receber a informação de que Odileno Tavares, registrado como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), estaria usando sua licença para abastecer o crime organizado. A partir disso, as equipes montaram uma operação que resultou na abordagem do carro de Odileno e, em seguida, na vistoria da residência dele, no bairro Laurindo Banha.

No local, os policiais encontraram 132 munições calibre .38 escondidas em um armário de cozinha. Diante da pressão, Odileno afirmou que agia a mando de Werly, que se apresentava como policial penal, embora não tenha apresentado nenhum documento funcional.

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Apreensões e flagrante

Com base nas informações, a operação foi ampliada. Uma equipe localizou Werly em um supermercado próximo à Unifap, portando uma pistola 9mm na cintura e 15 munições no carro. Outra frente seguiu até a casa dele, no bairro Novo Horizonte, onde foram encontradas cinco caixas de munição calibre .38, coldres e um carregador de pistola.

O material apreendido incluía ainda pistolas, centenas de cartuchos e acessórios táticos, que foram levados ao Ciosp do Pacoval.

Carreira em risco

Segundo o tenente Bryan Fonseca, do GTA, Werly já havia concluído grande parte das etapas do concurso público. “Ele estava prestes a assumir a função de policial penal, mas agora terá que responder por porte ilegal de arma de fogo e comércio ilegal de munições”, disse.

Próximos passos

Werly e Odileno permanecem à disposição da Justiça. Além das acusações já registradas, a Polícia Civil investiga ainda um boletim feito por Odileno, em que ele alegava o furto de quatro armas de fogo, informação que também será cruzada com as apreensões da operação.

O caso levanta preocupação sobre a infiltração do crime organizado em setores estratégicos da segurança pública, reforçando a importância da fiscalização sobre concursos e do controle rigoroso sobre a comercialização de armas e munições.

De Bubuia

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