Quem matou? E por quê?
No cortejo, não havia revolta em forma de grito. Havia dor em forma de lembrança. Um jovem de 18 anos, faixa azul de jiu-jitsu, disciplinado, trabalhador, descrito por todos como alguém que seguia o caminho certo. Um menino que queria vestir farda, mas acabou vestindo o silêncio definitivo.
“Ele não merecia isso”, disse a irmã, com a voz quebrando no meio da frase e da vida
A namorada, Érica Luana, falou do sonho interrompido. Não como estatística, mas como história. Três anos juntos. Planos simples. Futuro possível. Tudo encerrado no meio do caminho, o mesmo caminho que ele fazia a pé, a poucos quarteirões de casa.
No lugar onde o corpo foi encontrado, os sinais não falam baixo. Há vestígios de violência, marcas no chão, indícios que apontam para algo além de um acaso. Mas, por enquanto, tudo ainda mora no campo da suspeita.
A resposta oficial ainda não veio. E talvez demore. Kerrison não é mais um desaparecido. Também não é apenas um número.
É uma ausência que agora exige explicação. E, até que ela venha, a pergunta continua de pé, incômoda, aberta, sem resposta:
Quem matou Kerrison? E por quê?

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