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Quinta-feira, 16 de Abril 2026

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Indiciado: delegado vira vilão em trama policial no Amapá

Acusado de plantar drogas e forjar flagrante por vingança pessoal, ex-titular enfrenta indiciamento por abuso de autoridade e tráfico. Um roteiro com final amargo.

Indiciado: delegado vira vilão em trama policial no Amapá
Foto: redes sociais
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A história parece ter saído direto de um roteiro de filme policial, daquelas com reviravoltas dignas das telas de cinema. Só que, desta vez, o final é infeliz para o delegado. Vladson de Souza do Nascimento, antes um nome da lei na Polícia Civil do Amapá, agora protagoniza uma trama de traição, vingança e crimes, indiciado por atitudes que chocam a própria corporação.

A trama passional: o motivo secreto

O enredo, apurado pela Corregedoria da Polícia Civil, revela um pano de fundo que beira o inacreditável. Vladson Nascimento, delegado da Polícia Civil, teria mantido um relacionamento extraconjugal com a companheira de um assessor parlamentar. Quando o caso extraconjugal foi exposto para a então companheira do delegado, a vingança teria sido friamente arquitetada. A resposta ao adultério exposto não foi o divórcio discreto, mas sim um ardiloso plano para destruir a vida do rival.

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O "flagrante armado": uma barreira de mentira

Em 2024, uma "falsa barreira policial" foi montada em uma rodovia estadual do Amapá. Ali, o alvo não era um criminoso procurado, mas sim o assessor parlamentar e uma mulher de 27 anos. A armadilha: plantar drogas e uma arma no carro do casal, resultando em suas prisões e encaminhamento ao Ciosp de Santana. Imagens de câmeras revelaram que a equipe da Polícia Militar – curiosamente comandada pelo cunhado de Vladson – simulou uma perseguição para justificar a abordagem, contrariando a versão oficial e desmascarando a farsa.

Monitoramento e provas incontestáveis

A investigação da Corregedoria desvendou cada passo desse plano maquiavélico. Auditorias nos sistemas da Polícia Civil e do Tribunal de Justiça do Amapá comprovaram que Vladson Nascimento realizou inúmeras consultas sobre as vítimas, monitorando-os antes, durante e depois da prisão ilegal. Dados de GPS da viatura descaracterizada do delegado apontaram sua presença constante nas proximidades das residências das vítimas, inclusive em horários noturnos e de madrugada.

Ainda mais comprometedor: um rastreador em nome do delegado foi encontrado no carro do assessor. Câmeras de segurança flagraram o próprio Vladson instalando o equipamento um dia antes da prisão. Para completar, porções de drogas, idênticas às "encontradas" no veículo das vítimas, foram localizadas na gaveta do gabinete do delegado, na delegacia em que ele era titular. A tentativa de apagar rastros, com a formatação de seu celular momentos antes da chegada da polícia, também não foi suficiente.

A queda: o final infeliz do delegado

Com as provas robustas, o inquérito da Polícia Civil do Amapá foi concluído e encaminhado ao Judiciário. Vladson Nascimento, já afastado do cargo de titular da Delegacia de Polícia Civil de Pracuúba em dezembro de 2024, foi exonerado da função em fevereiro de 2025. Ele foi indiciado no dia 12 de junho por dois crimes de abuso de autoridade, dois crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Todos, segundo a investigação, praticados com a utilização indevida da estrutura da polícia, maculando a imagem da instituição que jurou proteger. O roteiro, que começou com um caso pessoal, terminou com a derrocada de um homem da lei transformado em criminoso.

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