Após cinco dias de silêncio, o vereador Bruno Igreja, aliado político do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, divulgou uma “Nota à População” depois de seu nome ser citado em reportagem sobre a Operação Paroxismo, investigação da Polícia Federal que apura suposto esquema de corrupção na obra do Hospital Geral Municipal de Macapá.
No comunicado, o parlamentar afirma não ser investigado, não responder a processos e nega qualquer participação nos fatos divulgados.
O que diz a nota
Na manifestação pública, o vereador declarou:
“Quero deixar claro: não sou investigado, não respondo a qualquer processo e não tenho qualquer participação nos fatos divulgados.”
O texto afirma ainda que as informações estariam sendo utilizadas para construir narrativas políticas.
Em outro trecho, a nota afirma que se trataria, inclusive, de informações que deveriam estar sob segredo de justiça. A menção ao sigilo processual surge ao mesmo tempo em que o vereador nega envolvimento nos fatos citados.
Ponto central segue sem explicação
A nota não menciona nem esclarece:
• o depósito de R$ 70 mil feito pela empresa Santa Rita Engenharia Ltda.
• o envio do valor para a conta de Adriano Braga Ribeiro
• o vínculo familiar do destinatário com a esposa do parlamentar
Segundo documentos da investigação, o idoso é tio da esposa do vereador.
O que apontam os documentos da investigação
Relatórios policiais analisam transferências financeiras realizadas pela empreiteira responsável pela obra do hospital.
Os investigadores apuram se os repasses fazem parte de um mecanismo de ocultação de valores supostamente desviados.
Sobre a reportagem
A reportagem do De Bubuia reafirma que as informações publicadas têm base em documentos e dados constantes na investigação.
Entre os elementos analisados estão registros e imagens que integram o inquérito, incluindo fotografia do idoso citado, bem como do vereador e da esposa dele.
Outros detalhes seguem sob apuração das autoridades competentes.
Leia a nota na íntegra

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