PIX de R$ 20 mil expõe conexão e abre suspeita em contrato da Macapaprev
Denúncia ao Ministério Público cita PIX para a então presidente da MacapaPrev, Janayna Gomes, aponta ligação com Kassyo e levanta suspeitas de fraude em licitação.
A denúncia começa com um detalhe que, isolado, poderia passar despercebido. Mas não passou. Uma transferência via PIX, no valor de R$ 20 mil, realizada pela empresa Premium One Representações Comerciais, teria como destino a conta da então presidente da MacapaPrev, Janayna Gomes da Silva Ramos.
O registro financeiro é tratado, dentro da denúncia, como um possível indício de favorecimento e foi o ponto de partida para uma análise mais ampla sobre contratos e relações dentro da autarquia.
A conexão: relação familiar sob suspeita
A partir do PIX, surge um elo que ampliou o alcance da denúncia.
Janayna é apontada como prima do empresário Kassyo Ramos, ligado à empresa contratada pela MacapaPrev.
O vínculo familiar, por si só, não caracteriza irregularidade. Mas, associado à transferência financeira e ao contrato firmado, passou a ser tratado como possível indicativo de conflito de interesses.
O contrato: mais de R$ 1,4 milhão sob questionamento
No centro da apuração está o Contrato Administrativo nº 02/2024, oriundo do Pregão Eletrônico nº 002/2024. O valor ultrapassa R$ 1,4 milhão.
Segundo a denúncia, o processo licitatório apresenta sinais que levantam dúvidas sobre sua regularidade, incluindo:
divergências entre registros eletrônicos e documentos oficiais
uso de códigos vinculados a processos cancelados
identificadores não reconhecidos no sistema
Os elementos são interpretados como possíveis indícios de direcionamento.
O fluxo do dinheiro: movimentações fora do padrão
A análise financeira da empresa contratada adiciona outra camada ao caso.
De acordo com os dados apresentados:
valores recebidos da MacapaPrev teriam sido rapidamente redistribuídos
parte dos recursos foi direcionada a contas pessoais
não há comprovação de estrutura operacional compatível com o contrato
Ao menos R$ 189 mil são citados como valores com indícios de desvio.
O ambiente: influência e controle interno
A denúncia também descreve um cenário de possível influência política dentro da MacapaPrev.
Cargos estratégicos da autarquia teriam sido ocupados por pessoas ligadas ao mesmo grupo, o que, segundo o relato, teria permitido controle sobre decisões administrativas e processos internos.
O então prefeito de Macapá, Antônio Furlan - que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal - é citado no contexto das nomeações.
O colapso: invasão e desaparecimento de provas
Após a suspensão do contrato pela nova gestão, o caso ganha contornos ainda mais graves.
Foram registrados episódios como:
invasão da sede da autarquia
subtração de equipamentos
danos a sistemas
desaparecimento de documentos
Para os denunciantes, os fatos indicam possível tentativa de obstrução das investigações.
O que vem agora: investigação oficial
Com os elementos apresentados, o caso está sob análise do Ministério Público do Estado do Amapá.
A apuração deverá esclarecer se há configuração de crimes como fraude em licitação, corrupção e desvio de recursos públicos.
O que começou com um PIX de R$ 20 mil agora se desdobra em uma teia de relações, contratos e movimentações que podem redefinir o entendimento sobre a gestão da MacapaPrev.
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