A Polícia Civil do Amapá realizou, entre os dias 30 e 31 de julho, três prisões em diferentes municípios do estado, todas relacionadas ao crime de estupro de vulnerável. Os casos envolveram vítimas com idades entre 10 e 13 anos, que sofreram abusos reiterados em ambientes de confiança.
Detalhes da prisão em Macapá
Nesta quinta-feira (31), a 8ª DPC prendeu um homem de 53 anos, no Conjunto Habitacional Macapaba, condenado a 18 anos de reclusão por estuprar sua enteada. O crime, que começou em 2018, quando a vítima tinha 11 anos, só foi descoberto após a mãe da menina desconfiar de seu comportamento e instalar um gravador no celular, que registrou os abusos. As provas, juntamente com o depoimento da vítima e perícias, foram suficientes para a condenação, apesar da negação do infrator.
O caso de Itaubal do Piririm
Em Itaubal, na quarta-feira (30), a Polícia Civil prendeu um idoso de 70 anos, acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos. O crime veio à tona quando a vítima engravidou e precisou de atendimento médico, onde a gestação de alto risco foi constatada. O médico acionou o Conselho Tutelar, que registrou o boletim de ocorrência. O idoso oferecia carona para a escola, aproveitando-se de uma relação de amizade com o pai da vítima. O preso foi encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN) após a audiência de custódia.
Prisão em Santana
Também na quarta-feira (30), a Delegacia da Infância e Juventude de Santana (DIJS) prendeu um homem de 32 anos. Ele é investigado por abusar de sua enteada de 10 anos de idade, há cerca de quatro anos. O caso foi descoberto quando a criança confidenciou os abusos a uma colega de classe, que escreveu um bilhete para a professora. A escola acionou o Conselho Tutelar, que comunicou o fato à Polícia Civil. As investigações demonstraram que o acusado se valia da relação de confiança para cometer os abusos, e a prisão preventiva foi deferida pela Justiça.
Todos os acusados foram encaminhados ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça que o combate a crimes contra crianças e adolescentes depende também de denúncias feitas pela sociedade.
