Com um salário de R$ 5.891,26, estabilidade no serviço público e menos de dois anos de farda, o soldado Gilvan Endryl Seixas Barros, de 23 anos, jogou a carreira fora ao ser preso em flagrante acusado de assaltar um pequeno comércio na zona rural de Macapá. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (12), no Distrito de Abacate da Pedreira, região onde não há grandes estabelecimentos comerciais, o que indica que o faturamento do alvo do assalto era baixo.
Prisão após denúncia
A prisão aconteceu após denúncia recebida pela Patrulha Tática Móvel (Patamo), que patrulhava a zona norte da capital. Os militares localizaram um veículo Ônix vermelho na Rodovia AP-70, com as características informadas por testemunhas. Dentro do carro, estavam Endryl e outro homem, Alan Alves Lobato, vestido com roupa camuflada. Ambos confessaram a participação no crime.
Itens apreendidos
Na abordagem, foram apreendidos drogas, R$ 39 em dinheiro levados do mercantil, além de um fuzil da PM, colete balístico, balaclava e até uma caixa de chocolate roubada. O caso ganhou repercussão pelo contraste entre o potencial de estabilidade da carreira militar e a opção do jovem policial pela criminalidade.
Trajetória curta e suspeitas
Endryl ingressou na Polícia Militar em 15 de dezembro de 2023. Lotado no 12º Batalhão da PM, em Oiapoque, a 590 km de Macapá, ele já estava folga e era monitorado pelo setor de inteligência da corporação por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
Consequências
Preso e entregue à Corregedoria da PM, Endryl terá audiência de custódia neste sábado (13), quando a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade. Além da perda da carreira recém-iniciada, o caso expõe a fragilidade da confiança social em agentes de segurança pública e reforça a preocupação com desvios dentro da corporação.
