Um policial penal é o principal suspeito de ter realizado um ataque cibernético que afetou os sistemas do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) em julho do ano passado. Na manhã desta quinta-feira (30), equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do servidor, que é investigado por ter causado transtornos e risco de rebelião no dia do incidente.
O ataque, que ocorreu estrategicamente em um dia de visita aos detentos, consistiu no desligamento dos sistemas da unidade prisional. Com isso, os policiais penais ficaram impossibilitados de acessar o cadastro de visitantes, o que impediu a entrada dos familiares no presídio. A situação gerou grande tensão entre os presos e seus familiares, criando um ambiente de instabilidade e elevando o risco de uma possível rebelião.
Apesar da complexidade do caso, a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-Cyber) conseguiu identificar o responsável pelo ataque. "A capacidade da DR-Cyber demonstra que não há crime que não deixe vestígio, e nossas investigações sempre descobrem a autoria dos ataques", afirmou o delegado Nicolas Bastos.
As investigações apontam que o ataque cibernético teria sido motivado por desavenças do servidor com os atuais gestores do sistema prisional. No entanto, a polícia não descarta outras hipóteses e continua investigando o caso para identificar possíveis cúmplices e esclarecer a motivação do crime.
