Marcos Luan Silva Carvalho, de 19 anos, preso pela morte do policial penal Estevam Carvalho Trindade, de 49 anos, confessou ter cometido o assassinato, mas afirmou que não sabia que a vítima era agente de segurança. A revelação foi feita durante nesta segunda-feira (21) pelo delegado Ederson Martel, da Coordenadoria de Inteligência e Operações.
Segundo as investigações, Marcos foi contratado por um detento do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) para executar a vítima. O crime aconteceu dentro da oficina mecânica de Estevam, localizada no município de Santana, a cerca de 17 quilômetros da capital.
“O executor recebeu fotos e a descrição de um ‘homem barbudo’ que estaria na retífica. Ele seguiu a ordem e só depois descobriu que havia matado um policial penal. Tentou fugir e se esconder, mas foi capturado pelas forças de segurança”, detalhou o delegado Martel.
Execução encomendada por vingança
O mandante do crime é um interno do Iapen, que agiu por vingança após um conflito envolvendo seu sogro e Estevam Carvalho. Segundo a policia tudo começou quando Estevam cobrou de forma ríspida a finalização de uma obra malfeita. A cobrança teria sido feita com ameaças, e chegou aos ouvidos da filha do pedreiro, que relatou ao marido - o detento - o tom agressivo do policial.
A partir daí, o plano foi colocado em prática. O executor foi recrutado, orientado e recebeu as instruções diretamente de dentro do presídio. A vítima foi surpreendida e morta a tiros.
Prisões e novas investigações
Três pessoas foram presas em flagrante: o executor, o pedreiro e a filha dele. O mandante, que já estava preso, teve nova ordem de prisão expedida e está isolado. A polícia também apreendeu celulares dos envolvidos e pediu a quebra de sigilo para rastrear outros participantes.
“Já identificamos o envolvimento de outros internos do Iapen. As investigações continuam e todos responderão conforme determina a lei”, afirmou o delegado Martel.
