O Amapá volta ao centro das atenções nacionais ao ser destaque no Congresso Brasileiro de Minas e Energia (CBME) 2025, em Brasília, no próximo dia 22 de setembro. O Atlas Solar do Amapá, lançado em 2024, foi selecionado como “Boa Prática Nacional” e será reconhecido entre os projetos mais estratégicos do país para o futuro da matriz energética.
A iniciativa consolida o estado como protagonista na transição para fontes limpas e sustentáveis, ampliando o potencial de atração de investimentos e parcerias em um setor que move a economia global.
Reconhecimento estratégico
O Atlas Solar é resultado de um trabalho iniciado após o apagão de 2020, que expôs a vulnerabilidade energética do estado. Lançado pelo governador Clécio Luís e pelo senador Davi Alcolumbre, o estudo mapeia, por meio de tecnologia georreferenciada, as áreas com maior potencial para a geração fotovoltaica.
Segundo o documento, o Amapá pode gerar até 56 gigawatts de energia solar, o equivalente a 50 vezes a produção atual do estado e 25% de toda a produção nacional. O número supera em quatro vezes a produção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, e é duas vezes maior que a das Três Gargantas, na China, a maior do mundo.
A visão da gestão estadual
Para o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga, o Atlas é uma ferramenta estratégica que abre novas fronteiras para a segurança energética.
“Essa é uma iniciativa estratégica para tornar o Amapá uma potência em energia solar. O projeto foi inscrito e selecionado entre diversos trabalhos nacionais pelo impacto positivo que traz para o setor. Representa um reconhecimento a uma gestão que promove desenvolvimento econômico e social com base em inovação e sustentabilidade.”

O governador Clécio Luís reforça que o objetivo é colocar o Amapá no mapa mundial de investimentos verdes. “Queremos liderar a vanguarda do desenvolvimento econômico e social com matriz renovável, diversificando a produção energética de forma limpa e sustentável, criando horizontes que fortaleçam nossa segurança energética”.
Importância para o futuro
O reconhecimento no CBME confirma que o Amapá se posiciona como vitrine nacional e internacional da energia limpa. Além da atração de capital privado, a ferramenta é essencial para:
- Planejamento energético: orientar investimentos em geração centralizada e distribuída.
- Segurança energética: reduzir riscos de apagões e aumentar a autonomia regional.
- Desenvolvimento sustentável: gerar emprego, renda e oportunidades de negócios ligados à bioeconomia e inovação.
- Internacionalização: consolidar o estado como “capital da Margem Equatorial”, capaz de exportar energia limpa para o Brasil e o mundo.
Linha do tempo do Atlas Solar
- 2020 – Apagão de 21 dias expõe vulnerabilidade do sistema elétrico do Amapá.
- 2022 – Início das articulações políticas para viabilizar estudos sobre energia limpa.
- 2023 – Senador Davi Alcolumbre destina R$ 5 milhões para financiar o projeto.
- Agosto de 2024 – Lançamento oficial do Atlas Solar, com mapas e dados técnicos.
- Setembro de 2025 – Projeto é reconhecido como Boa Prática Nacional no Congresso Brasileiro de Minas e Energia.
