O que poderia virar um aumento pesado na conta de luz terminou praticamente zerado para as famílias do Amapá. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou nesta terça-feira (7) reajuste de apenas 0,01% para consumidores residenciais atendidos pela CEA Equatorial.
O índice representa uma mudança radical em relação à proposta inicial da concessionária, que previa aumento superior a 34%. Caso fosse mantido, o impacto no orçamento doméstico seria imediato.
O que mudou no reajuste da conta de luz
Segundo o governo, o resultado foi construído após articulação liderada pelo governador Clécio Luís, com participação do senador Davi Alcolumbre e do ministro Randolfe Rodrigues. A estratégia envolveu diálogo direto com a diretoria da Aneel e revisão técnica da proposta inicial.
Com isso, consumidores do Grupo B, que incluem residências e pequenos comércios, ficaram praticamente sem aumento.
Quem terá reajuste maior
Enquanto as famílias foram protegidas pelo índice mínimo, consumidores de maior porte terão aumento mais expressivo. O Grupo A, que reúne indústrias, shoppings, grandes supermercados, hospitais e universidades, terá reajuste de 19,03%.
A engenharia que viabilizou o índice reduzido incluiu a antecipação de R$ 201 milhões em recursos ligados ao processo do Uso do Bem Público (UBP), mecanismo que ajudou a compensar o impacto tarifário.
O que significa na prática
Na prática, a decisão evita um aumento considerado significativo no custo de vida e mantém a conta de energia praticamente estável para a maioria dos consumidores do estado.
O governo afirma que a prioridade foi impedir o chamado “tarifaço” e preservar o orçamento das famílias amapaenses, enquanto o setor elétrico segue com ajustes voltados aos grandes consumidores.

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