A ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Cadena Furlan, oficializou neste domingo (10) sua pré-candidatura ao Senado pelo Podemos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela destacou sua trajetória como médica, falou sobre representatividade feminina e sua caminhada política, mas não comentou as suspeitas levantadas pela Polícia Federal na Operação Paroxismo, também conhecida como Propinão da Saúde.
O silêncio chamou atenção porque o nome de Rayssa aparece em trechos da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou medidas da investigação conduzida pela Polícia Federal.
PF cita depósitos superiores a R$ 3 milhões
Segundo a investigação, relatórios da PF apontam movimentações bancárias consideradas suspeitas envolvendo empresas ligadas ao casal Furlan.
A decisão judicial menciona depósitos fracionados que, somados, ultrapassariam R$ 3 milhões. Parte das movimentações teria como destino empresas apontadas como vinculadas a Rayssa Furlan e ao ex-prefeito Antônio Furlan, que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal.
Entre as empresas citadas está a RCFS Médicos LTDA, apontada como ligada a Rayssa Cadena Furlan.
Pré-candidata segue sem comentar investigação
Mesmo aparecendo nos documentos analisados pelo STF, Rayssa não comentou as suspeitas no vídeo divulgado neste domingo.
A Operação Paroxismo investiga suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos ligados à construção do Hospital Municipal de Macapá.
Até o momento, Rayssa Furlan não se pronunciou publicamente sobre os depósitos citados pela Polícia Federal.
