Nesta terça-feira (21), o governador Clécio Luís reuniu centenas de famílias no Sambódromo de Macapá para promover 409 policiais militares, entre oficiais e praças, durante a formatura em alusão ao Dia de Tiradentes.
Com o novo ato, o governo ultrapassa a marca de 2,7 mil militares promovidos em pouco mais de três anos. Segundo Clécio, o avanço não é apenas simbólico, mas parte de uma reorganização interna da corporação.
“É um sentimento especial. Os familiares dos militares acompanham a rotina e hoje têm o direito de se alegrar juntos. Já promovemos mais de 2.700 militares em pouco mais de três anos. Estamos reestruturando a pirâmide organizacional para que a PM funcione plenamente”, afirmou o governador.
Do total de promovidos, 209 são oficiais e 200 praças. A cerimônia também marca a primeira formatura sob a nova Lei de Organização Básica (LOB), que modernizou a estrutura da Polícia Militar e permitiu, pela primeira vez, a ascensão de oficiais especialistas e do Estado-Maior.
Queda nos crimes entra na conta da valorização da tropa?
O avanço nas promoções acontece em meio a indicadores positivos na segurança pública. Dados recentes apontam que o Amapá registrou a maior redução proporcional de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) do país, com queda superior a 30%.
Outros índices também recuaram: os casos de latrocínio caíram 69%, enquanto os roubos acumulam redução superior a 60% desde 2023. O desempenho é atribuído ao programa Amapá Mais Seguro, que combina investimento em tecnologia, infraestrutura e valorização dos profissionais.
Promoção como motor de motivação dentro da corporação
Para o comandante-geral da PM, coronel Márcio Allan, a ascensão na carreira impacta diretamente no desempenho da tropa.
“É um fator motivacional; o policial militar percebe uma remuneração melhor, mas assume responsabilidades ainda maiores. Nossa Polícia Militar continua firme, celebrando a ascensão dos nossos homens e mulheres”, destacou.
“Momento ímpar”: o peso da conquista para quem vive a farda
Entre os promovidos, histórias de longa trajetória ganharam destaque. O agora 1º tenente Vitor Hugo, com 20 anos de serviço, descreveu a promoção como um marco pessoal e familiar.
“É um momento ímpar na vida do militar. Um reconhecimento muito esperado e compartilhado com a família; um momento de valorização”, afirmou.
Tecnologia, estrutura e formação: o outro lado da estratégia
Clécio reforçou que a política de valorização não caminha sozinha. O governo também investe em viaturas blindadas, aeronaves e retomou o Curso de Formação de Oficiais (CFO) após 15 anos.
“O resultado apareceu. Hoje somos o estado brasileiro com os melhores índices de redução de crimes violentos. Revertemos um quadro crítico com investimento, técnica e integração entre as forças”, concluiu.

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