Uma investigação da Polícia Civil do Amapá revelou um dos pontos mais chocantes do duplo homicídio ocorrido no dia 10 de fevereiro em Santana: uma criança de apenas 11 anos é apontada como responsável pelos tiros finais nas vítimas.
A ação resultou na apreensão de cinco adolescentes - dois de 15 anos, um de 16 e dois de 17 - além da criança envolvida. O caso foi conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia de Santana.
Execução foi planejada com divisão de tarefas
Segundo a investigação, o crime não foi aleatório. Houve organização e estratégia.
As vítimas foram atraídas para uma área isolada, na região conhecida como Baixada do Ambrósio, na Área Portuária de Santana, e caíram em uma emboscada.
De acordo com a Polícia:
- Parte do grupo atuava na vigilância e contenção
- Outros identificavam os alvos
- E havia responsáveis diretos pela execução
Após o primeiro disparo feito por um dos adolescentes, a arma foi entregue à criança de 11 anos, que efetuou os tiros de finalização nas vítimas já caídas.
Dívida com o tráfico motivou o crime
A motivação é considerada torpe.
Um dos envolvidos confessou que tinha uma dívida de R$ 4 mil com uma organização criminosa, após perda de entorpecentes. A execução teria sido ordenada como forma de pagamento e também como parte da disputa entre facções.
Uma das vítimas foi identificada pelo grupo como suposto integrante de organização rival.
Irmãos foram mortos lado a lado
O crime aconteceu na noite de 10 de fevereiro de 2026.
As vítimas foram identificadas como:
- Yuri Kauã Chagas Duarte, 21 anos
- Wesley Chagas Duarte, 29 anos
Os dois eram irmãos e, segundo informações preliminares, não possuíam antecedentes criminais.
Os corpos foram encontrados lado a lado, com diversas perfurações por disparos de pistola calibre .380, concentradas na cabeça, braços e pernas.
Medo na comunidade e silêncio nas primeiras horas
Moradores da região evitaram falar com a polícia logo após o crime, em meio ao clima de medo.
ATENÇÃO: CENAS FORTES
A suspeita inicial de emboscada foi confirmada ao longo das investigações.
A bicicleta de uma das vítimas foi recuperada e devolvida à proprietária. Já o receptador do objeto vai responder por inquérito policial.
O que acontece agora
Os adolescentes apreendidos vão responder por atos infracionais análogos a:
- Homicídio qualificado
- Motivo torpe
- Impossibilidade de defesa da vítima
- Participação em organização criminosa
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

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