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Domingo, 15 de Março 2026

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Furlan reverencia celebridades e humilha artistas locais não pagando R$ 1.500

Selfies, sorrisos e pagamentos instantâneos para estrelas nacionais; espera interminável e portas fechadas para quem nasceu e faz arte em Macapá.

Furlan reverencia celebridades e humilha artistas locais não pagando R$ 1.500
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Em Macapá, a cena é sempre a mesma: cachês milionários pagos antes do show para estrelas nacionais e artistas locais de pires na mão, alguns implorando há meses por apenas R$ 1.500. O prefeito Antônio Furlan transformou a política cultural da capital numa vitrine de injustiças.                                                              CONFIRA OS EMPENHOS CLICANDO AQUI

O grupo É o Tchan, por exemplo, recebeu R$ 400 mil um dia antes do show, com direito a foto sorridente ao lado da primeira-dama Rayssa Furlan. Wesley Safadão já embolsou R$ 500 mil antes de cantar a primeira música e ainda faltam mais R$ 500 mil. 

Do outro lado do palco, no entanto, estão os artistas amapaenses, diga-se passagem muitos. Profissionais da arte que de certa forma têm medo de denunciar, porque sabem que o isolamento é a punição para aqueles que falam.

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Todos eles se apresentaram em eventos oficiais da Prefeitura de Macapá ainda no primeiro semestre, mas esperam há meses por pagamentos de R$ 1,5 mil, R$ 3 mil ou R$ 6 mil. Há casos em que a festa foi em março, o empenho só apareceu em julho e até agora o dinheiro não caiu.

Enquanto artistas locais se humilham para receber, as empresas que montam palcos e estruturas têm tratamento VIP. A Brasil Show Serviços de Construção Ltda que só num empenho recebeu mais de R$ 500 mil, cujo processo demorou em poucos dias. Com ela, a prefeitura não atrasa nem um minuto.

O recado nos bastidores é cruel: quem cobra demais ou denuncia, fica fora da próxima programação. Assim, o artista local, que deveria ser celebrado, é condenado ao silêncio.

No fim, a conta é simples e dolorosa: para os de fora, tapete vermelho e dinheiro antecipado; para os de casa, espera, desprezo e medo. Em Macapá, o show sempre termina da mesma forma: com os artistas locais tratados como figurantes no palco da própria cidade.

E antes que alguém venha gritar “fake news”, o caminho é simples: digite https://macapa.ap.gov.br/, clique em Transparência, depois em Despesas (empenhos, liquidações e pagamentos) e, em seguida, em Despesas Empenhadas. Coloque a data inicial em 01/01/2025 e a final no dia de hoje. Escolha como unidade gestora a Fundação Municipal de Cultura e clique em pesquisar. Pronto. Você chegou na verdade, sem precisar acreditar em ninguém.

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Os números falam por si: enquanto os artistas locais são empurrados para a fila do esquecimento, as celebridades recebem milhões com tapete vermelho.

De Bubuia

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