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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Ministério Público cobra ação da Prefeitura de Macapá em área protegida

Ação Civil Pública exige que a Prefeitura remova construções irregulares e instale barreiras para impedir novas invasões no Marco Zero.

Ministério Público cobra ação da Prefeitura de Macapá em área protegida
O MP-AP reforça que continuará monitorando áreas urbanas de ressaca para evitar novas invasões. Foto: MP-AP
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O Ministério Público do Amapá ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) para obrigar o Município de Macapá a impedir a ocupação irregular de uma Área de Preservação Permanente (APP) no bairro Jardim Marco Zero. A região fica ao lado do Conjunto Barcellos e tem sofrido avanço acelerado de construções clandestinas.

Segundo o MP-AP, esta é a terceira ACP apenas em novembro para tentar frear invasões em áreas de ressaca consideradas essenciais para o equilíbrio climático da capital.

A nova tentativa de invasão foi denunciada por moradores que vivem próximos à APP. A Promotoria de Meio Ambiente abriu um Procedimento Extrajudicial Eletrônico para apurar a situação.

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Relatórios do Batalhão Ambiental e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) confirmaram o aumento de construções irregulares, além de indícios de degradação ambiental na área.

Na ação, o MP-AP pede que o Município de Macapá seja obrigado a:

  • remover construções, armações e piquetescolocados de forma irregular
  • instalar barreiras físicasque impeçam novas invasões
  • realizar monitoramento contínuoda APP

O órgão também cobra atuação mais firme e frequente dos setores de fiscalização do município.

O promotor de Justiça Marcelo Moreira afirma que ocupações irregulares em áreas urbanas de preservação se tornaram mais frequentes, muitas vezes ligadas à especulação.

“Estas áreas são de extrema importância para o ecossistema, e as ocupações irregulares causam riscos ao equilíbrio ambiental e social, que precisa ser protegido”, afirmou.

A ação agora aguarda decisão judicial. O MP-AP reforça que continuará monitorando áreas urbanas de ressaca para evitar novas invasões e garantir proteção ambiental em Macapá.

De Bubuia

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