Site de Notícias do Amapá

Aguarde, carregando...

Domingo, 15 de Março 2026

Notícias/Economia

Motoristas do Amapá vão pagar mais caro pela gasolina em 2026

Mesmo com queda do petróleo, alta do ICMS e margens de lucro das distribuidoras vão encarecer os combustíveis.

Motoristas do Amapá vão pagar mais caro pela gasolina em 2026
Foto: Getty Images
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A partir de janeiro de 2026, motoristas no Amapá já devem preparar o orçamento para enfrentar a alta nos preços da gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha. O reajuste ocorre mesmo diante da queda do preço do petróleo ao longo de 2025 e reflete dois fatores: o aumento do ICMS definido pelos estados e a ampliação das margens de lucro das distribuidoras e postos.

Para quem depende do carro diariamente em Macapá e nas cidades do interior, o custo extra pesa, já que o transporte público e a logística de alimentos e produtos também sofrem impacto.

Como ficam os novos valores de ICMS em 2026

Segundo decisão oficializada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicada no Diário Oficial da União, os tributos terão aumento:

Publicidade

Leia Também:

  • Gasolina e etanol: de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro;
  • Diesel: de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro;
  • Gás de cozinha (GLP): de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo.

No caso do Amapá, devido a logística de transporte dos combustíveis, o impacto será sentido já no início do ano.

Distribuidoras ampliam margens de lucro

O Boletim de Preços dos Combustíveis nº 28, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), mostrou que a margem bruta das distribuidoras subiu de 15,5% para 20,9% entre janeiro e agosto, mesmo com a queda no preço da gasolina nas refinarias, de R$ 2,30 para R$ 1,80 por litro.

Esse aumento de margem não foi repassado aos consumidores, que continuam pagando mais caro. No Amapá, os preços médios nas bombas permanecem entre os mais altos da Região Norte.

Especialistas apontam política de arrecadação

Para o economista Igor Lucena, o aumento não se justifica pela produção. “O petróleo caiu, o dólar se estabilizou, e ainda assim os combustíveis vão subir. Isso não é política tributária; é política de arrecadação”, explicou.

Estados com dívidas altas, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, dependem do ICMS para manter acesso a crédito. O Amapá, apesar de menor endividamento, também segue a política nacional, já que o ICMS sobre combustíveis é considerado um tributo estratégico e de fácil arrecadação.

Consequências no dia a dia em Macapá

No Amapá, onde o transporte rodoviário é essencial para abastecer municípios do interior, qualquer aumento nos combustíveis reflete diretamente nos preços de alimentos, passagens e produtos básicos. O gás de cozinha, que já pesa no orçamento das famílias de baixa renda, terá parte de seu preço composta quase pela metade por margem de lucro das distribuidoras, segundo o Ineep.

De Bubuia

Publicado por:

De Bubuia

Saiba Mais
WhatsApp De Bubuia
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR