O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (13), o policial penal Anderson Luiz Dias da Silva a 16 anos e 6 meses de prisão. O homicídio ocorreu na madrugada de 23 de dezembro de 2018, na orla de Macapá.
🔹 Crime ocorreu após discussão no trânsito
Segundo o processo, Marcelo Brito da Silva, 25 anos, foi atingido por três disparos no “Lugar Bonito”, praça na orla de Macapá. O caso teria começado com uma discussão instantes antes, ainda no trânsito. Marcelo morreu no hospital após ser socorrido.
🔹 Réu foi reconhecido e confessou no dia seguinte
O agente penitenciário foi identificado por amigos da vítima. Ele não foi preso em flagrante, mas apresentou-se no dia seguinte e assumiu a autoria do crime.
À Polícia Civil, declarou que não tinha intenção de matar e que os disparos foram feitos “para assustar a vítima”. A arma usada, um revólver calibre 38, tinha porte regular e foi entregue para perícia.
🔹 Júri confirma motivo fútil e impossibilidade de defesa
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade, rejeitou a absolvição e afastou o homicídio privilegiado. As qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima foram mantidas.
🔹 Juiz decreta prisão imediata e perda do cargo
O juiz destacou que o crime ocorreu em via pública, com arma de fogo, enquanto o réu estava em serviço e deixou um preso sozinho no hospital.
As consequências também foram consideradas graves: forte abalo na família da vítima, trauma na esposa e uma criança deixada órfã.
A sentença determinou a prisão imediata e decretou a perda do cargo de policial penal. A defesa pode recorrer.
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