O vento levantou poeira e fez as árvores da Fazendinha dançarem por alguns segundos. O barulho do helicóptero Gavião 01 cortou o céu da manhã de domingo (1º) como se anunciasse algo maior do que um simples voo.
“Estou muito feliz por ter realizado meu sonho. Ver a cidade lá de cima é muito bacana. Dá para ver a natureza, o rio Amazonas. Foi tudo muito incrível”, contou Luciano Furtado, morador do bairro, um dos três escolhidos para o sobrevoo surpresa durante o encerramento da 1ª edição do Amapá Mais Seguro nas Comunidades, em Macapá.
O dia que mudou a rotina
O voo aconteceu neste domingo, 1º de março, próximo à Escola Estadual Jacinta Maria, na Fazendinha. O helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA) pousou como parte da programação final da ação social coordenada pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Para Luciano, que nunca havia voado, o momento teve peso de conquista. Para a comunidade, teve peso simbólico.
O encerramento marcou dois dias de programação, iniciados no sábado, 28 de fevereiro, reunindo serviços públicos, orientações e atendimentos gratuitos.
O que está em jogo
Mais de 2 mil atendimentos foram realizados durante a primeira edição do projeto. A proposta é descentralizar serviços e aproximar as forças de segurança da população, ampliando a atuação para além do policiamento ostensivo.
A programação envolveu equipes da Sejusp, Saúde, Trabalho e Empreendedorismo, Políticas para as Mulheres, Assistência Social, SVS, Super Fácil/Siac e o TRE-AP, além de organizações da sociedade civil que ofereceram serviços de estética, massoterapia, fisioterapia e testes rápidos.
Segundo a organização, a iniciativa deve ocorrer mensalmente em bairros de Macapá.
Muito além do helicóptero
Para quem assistia do chão, o voo durou poucos minutos. Mas a imagem de uma criança sobrevoando o próprio bairro pareceu traduzir o objetivo do projeto: aproximar Estado e comunidade.
“Valeu a pena este momento. Ver as belezas da nossa cidade foi algo único. Que venham mais ações como essa para nossas crianças e a comunidade”, afirmou Kátia Santos, integrante do Conselho Comunitário da Fazendinha.
A fala institucional reforça que o projeto busca integrar segurança pública com cidadania e saúde, criando ambiente de confiança e participação ativa.
O que vem agora
O Governo do Estado informou que o Amapá Mais Seguro nas Comunidades deve percorrer outros bairros da capital ao longo do ano, repetindo o modelo de integração entre serviços públicos e comunidade.
O helicóptero voltou para a base. A poeira assentou. Mas, para quem viu a cidade lá de cima pela primeira vez, a memória ficou suspensa no ar, como promessa de que política pública também pode começar com um gesto simples.
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