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Domingo, 19 de Abril 2026

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Ajuda humanitária cruza 600 km de estrada para chegar às aldeias de Oiapoque

Governo do Amapá leva alimentos a aldeias indígenas afetadas pela praga da mandioca, comprometeu a produção e o sustento de centenas de famílias.

Ajuda humanitária cruza 600 km de estrada para chegar às aldeias de Oiapoque
Várias embarcações usadas para transportar as cestas de alimentos as famílias indígenas. Fotos: Márcia do Carmo
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De Macapá até Oiapoque são quase 600 quilômetros de estrada. Um caminho longo, mas necessário, quando o destino é a mesa vazia de quem vive da mandioca e, por ora, não colhe mais o que planta.

O Governo do Amapá levou kits de alimentos a comunidades indígenas da fronteira, atingidas pela vassoura-de-bruxa, praga que comprometeu a produção e o sustento de centenas de famílias.

Mais de 400 famílias indígenas receberam os kits em uma ação que envolve o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas). Não é apenas comida. É tempo ganho enquanto a terra se recompõe.

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A mandioca, raiz do cotidiano e da cultura, falhou. Quando ela adoece, adoece junto o modo de viver. Por isso, a ajuda chega como quem segura a ponte para que ninguém caia no vazio.

“Mais uma vez nosso povo está sendo assistido pelo Governo do Estado e pela sensibilidade do ministro Waldez Góes”, disse o cacique Edimilson dos Santos Oliveira, presidente do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas da Região de Oiapoque. “É uma ajuda mais que humanitária.”

O que significa levar alimento a quem vive da terra?
A ação é a terceira edição do projeto e já ultrapassa 3 mil kits distribuídos, alcançando cerca de 10 mil indígenas em diferentes territórios. Em regiões onde o acesso é difícil, o alimento não chega por acaso. Ele precisa ser levado.

Além das aldeias indígenas, agricultores e pescadores também entraram no mapa da assistência. A crise não escolheu etnia nem ofício. Escolheu a raiz que sustenta todos.

Quando o cuidado vence a distância
Desde o dia 5 de dezembro, equipes da Seas estão em Oiapoque atendendo as comunidades afetadas. Para quem sai da capital, o caminho é longo; para quem espera, a demora pesa mais.

“É sempre uma alegria sair de casa para levar alimento a famílias tão distantes”, afirmou Alzivan Alves Sarmento, representante da Seas.

Entre rios, estradas e silêncios
A ajuda também chegou a agricultores e pescadores de Vila Nova e Vila Velho do Cassiporé, com a entrega de 796 kits de alimentos. A logística, custeada pelo Governo do Estado, envolve transporte, embarque e distribuição em áreas onde o mapa termina antes da necessidade.

Quando a mandioca falta, o silêncio cresce. E é nesse silêncio que o alimento chega, não como solução definitiva, mas como promessa: a de que ninguém será deixado para trás, mesmo a quase 600 quilômetros da capital.

De Bubuia

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