Site de Notícias do Amapá

Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Notícias/Justiça

MP pede inelegibilidade de Furlan e aponta uso da máquina e da mídia na eleição de 2024

Parecer aponta uso da máquina pública, contratos de publicidade e atuação sistemática para favorecer reeleição e desequilibrar eleição.

MP pede inelegibilidade de Furlan e aponta uso da máquina e da mídia na eleição de 2024
Prefeito e vice aparecem juntos em meio a cenário de crise política e pressão judicial em Macapá
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A disputa eleitoral de 2024 em Macapá entrou em um novo patamar de tensão. O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação e a inelegibilidade do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal, e do vice Mário Neto.

LEIA AQUI A AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

O documento, assinado no âmbito da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), sustenta que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com impacto direto na lisura do pleito .

Publicidade

Leia Também:

Como funcionaria o esquema de comunicação apontado

Segundo o parecer, a estrutura da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) teria sido utilizada para impulsionar a imagem do então prefeito durante o período eleitoral.

O Ministério Público descreve:

  • Contratos com empresas de publicidade, como M2 Comunicação e Rio Publicidade
  • Veiculação massiva em jornal impresso e rádio
  • Exposição contínua e desproporcional do candidato à reeleição

A promotoria afirma que houve desvio da finalidade da publicidade institucional, que deveria ser informativa, mas teria sido usada para promoção pessoal .

Publicidade disfarçada de notícia e slogans de campanha

Um dos pontos mais sensíveis do parecer é a indicação de que conteúdos com aparência jornalística teriam sido usados como propaganda eleitoral disfarçada.

O documento também cita o uso de linguagem típica de campanha em peças financiadas com recursos públicos, como slogans associados ao gestor.

Para o MP, isso configura uma mistura deliberada entre:

  • Comunicação institucional
  • Marketing político
  • Estratégia eleitoral

Jornal, rádio e redes: exposição considerada excessiva

A promotoria destaca que a atuação não teria sido pontual, mas sim sistemática e prolongada, envolvendo diferentes meios de comunicação.

ddd

O parecer afirma que:

  • Houve frequência elevada de conteúdos positivos ao gestor
  • Existia tratamento privilegiado na cobertura
  • E, em paralelo, críticas direcionadas a adversários políticos

Em um trecho, o MP aponta que a atuação de veículo de comunicação teria ultrapassado o papel informativo, funcionando como instrumento de promoção política .

Falta de documentos levanta suspeitas sobre uso de recursos

Outro ponto central do parecer é a ausência de documentos essenciais para comprovar a execução dos contratos de publicidade.

Mesmo após decisão judicial, segundo o MP:

  • Não foram apresentados relatórios completos de execução
  • Faltaram ordens de serviço e comprovação das campanhas
  • Houve entrega parcial de dados, restrita à Secom

Para a promotoria, isso compromete a transparência e impede verificar o destino real dos recursos públicos .

MP fala em quebra da igualdade entre candidatos

Na avaliação do Ministério Público Eleitoral, o conjunto de práticas não pode ser tratado como episódios isolados.

O parecer conclui que houve:

  • Estratégia contínua de comunicação institucional e digital
  • Quebra da isonomia entre candidatos
  • Comprometimento da normalidade e legitimidade da eleição

A promotoria ressalta que, nesses casos, não é necessário provar que o resultado foi alterado, mas sim que o processo eleitoral foi afetado .

O que pode acontecer agora

Com o parecer final apresentado, o processo segue para decisão da Justiça Eleitoral.

Se a tese do Ministério Público for acolhida, o caso pode gerar:

  • Cassação da chapa eleita
  • Declaração de inelegibilidade
  • Repercussão direta no cenário político de Macapá

O julgamento deve definir se os elementos apontados são suficientes para invalidar o resultado das urnas.

Comentários:
De Bubuia

Publicado por:

De Bubuia

Saiba Mais
WhatsApp De Bubuia
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR