O que parecia resolvido virou o centro de uma nova crise política em Macapá. Em sessão tensa nesta quinta-feira (23), a Câmara Municipal rejeitou o arquivamento e decidiu dar sequência à cassação do mandato do vice-prefeito afastado Mário Neto.
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A votação terminou com 12 votos favoráveis ao prosseguimento, 7 contrários e uma abstenção, contrariando o parecer da Comissão Processante, que havia recomendado encerrar o caso por falta de provas.
Por que o plenário mudou o rumo do caso?
Até dias atrás, o cenário era outro. O relatório do vereador Alexandre Azevedo apontava impossibilidade de responsabilizar Mário Neto por atos do Executivo e defendia o arquivamento do Processo nº 143/2026-CMM.
Mas, ao chegar ao plenário, o clima virou.
Sob pressão política e diante do peso das denúncias ligadas à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, os vereadores decidiram seguir por outro caminho. A maioria qualificada foi alcançada e o processo avançou.
O que pesa contra Mário Neto
O caso está ligado à Operação Paroxismo, também conhecida como Propinão da Saúde, que investiga suspeitas de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos que podem chegar a R$ 70 milhões.
Mário Neto já estava afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal, dentro da segunda fase da investigação. A denúncia aceita pela Câmara aponta possível participação ativa em esquemas ilícitos durante sua gestão.
Crise política se aprofunda em Macapá
O avanço da cassação ocorre em meio a um cenário já instável. A capital enfrenta uma vacância administrativa desde março, quando o então prefeito Antônio Furlan renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal.
Com isso, o presidente da Câmara, Pedro DaLua, segue no comando da prefeitura de forma interina.
O que pode acontecer agora
Com o processo mantido, o caso entra em uma fase decisiva:
- Cassação do mandato pode ser confirmada ao final do processo
- Inelegibilidade por até 8 anos pode ser aplicada, conforme a Lei da Ficha Limpa
- Investigações da Polícia Federal ganham reforço com a decisão política
A defesa de Mário Neto ainda avalia recorrer à Justiça, alegando possível cerceamento de defesa durante a tramitação.

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