O deputado estadual R. Nelson anunciou, no fim de semana, na rede social X (antigo Twitter), que pretende protocolar um pedido para a criação da CPI das Facções no Amapá.
A proposta, no entanto, já provoca reação nos bastidores e pode atingir nomes ligados ao entorno do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Paroxismo, também conhecida como Propinão da Saúde.
O que diz o deputado
Em publicação nas redes sociais, R. Nelson afirmou que a CPI terá como objetivo investigar a atuação de facções criminosas no estado, incluindo possíveis vínculos com agentes públicos.
“Vou protocolar CPI das facções para investigar quem são, como atuam e quem protege”, escreveu.
Bastidores já indicam tensão
Nos bastidores da política local, a proposta já é vista como um movimento arriscado dentro do próprio grupo político do parlamentar. Fontes apontam que a CPI pode abrir um novo flanco de desgaste ao atingir personagens já investigados em operações recentes da Polícia Federal.
Entre os nomes que devem ser convocados, caso seja aberta a CPI, estão Jesaias Silva e Silva, conhecido como “Jesa”, e o ex-candidato a vereador Luanderson Alves, o “Caçula”.
Quem são os nomes citados
Jesa foi subsecretário municipal da gestão Furlan e é apontado como homem de confiança dentro do grupo político. Ele foi preso na Operação Herodes, que investigou o financiamento de campanhas por facções criminosas.
Já Caçula, aliado político durante o período eleitoral, também foi alvo da operação, sob suspeita de ligação com organização criminosa e participação em esquema de apoio eleitoral.
Os dois negam qualquer envolvimento com o crime organizado.
O ponto sensível
Caso a CPI seja de fato protocolada e avance na Assembleia Legislativa, a eventual convocação desses nomes pode trazer à tona novos elementos sobre a relação entre política e investigações criminais no estado.
Até o momento, não há acusação formal que ligue diretamente o ex-prefeito Antônio Furlan a facções criminosas. Também não há confirmação se o deputado manterá a decisão de protocolar o pedido diante da repercussão interna.

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